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Inglaterra
Quinta, 5 de agosto de 2004, 15h15  Atualizada às 18h57
Inglaterra decide manter Eriksson como treinador
 
AP
A secretária Faria Alam venderá sua história por US$ 915 mil
A secretária Faria Alam venderá sua história por US$ 915 mil
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O técnico Sven-Goran Eriksson saiu fortalecido da reunião extraordinária realizada nesta quinta-feira pela Associação de Futebol da Inglaterra (FA). O sueco vai continuar no cargo de treinador da seleção inglesa, depois que a entidade decidiu que ele não teve culpa na polêmica causada pela divulgação de um caso com a secretária Faria Alam.

A reunião aconteceu em um hotel de Londres e durou cerca de seis horas. A FA aceitou o pedido de demissão de Colin Gibson, diretor de comunicações. Alam se ofereceu para deixar o cargo. Os dois seguiram o exemplo de Mark Palios, que também teve um caso com Alam e se demitiu na segunda-feira.

"Logo depois que soube da notícia falei com Sven, que se mostrou aliviado e feliz. Ele está ansioso para continuar seu trabalho", disse Athole Still, empresário do treinador.

Um mês depois da eliminação nas quartas-de-final da Eurocopa 2004, em junho, o jornal Daily Mirror revelou que a relação amorosa de Eriksson e Alam causou o fim do namoro do técnico sueco com a italiana Nancy Dell'Olio.

Poucos dias depois, a FA emitiu um comunicado negando a relação. Mas os jornais continuaram revelando novos dados, com a publicação de e-mails que demonstravam que Alam não só tinha se relacionado com Eriksson, mas também com Palios.

A FA foi obrigada a se retratar e reconheceu seu erro "diante das várias provas". Palios admitiu que foi uma relação extremamente curta. A partir desse momento, a polêmica se agravou.

O jornal News of the World revelou que Colin Gibson, diretor de comunicação da FA, e vários diretores tentavam proteger Palios, entregando o treinador. Enquanto isso, Eriksson garantia que nem ele nem seus colaboradores haviam tido conhecimento prévio do comunicado da entidade. A crise foi acentuada com a renúncia de Palios.

Eriksson tinha o apoio dos jogadores da seleção. Além disso, se fosse demitido, a FA teria que indenizá-lo com 14 milhões de libras (mais de 21 milhões de euros).

"É uma pessoa importante para mim e para todos os jogadores ingleses. Nós o respeitamos como treinador, pelo que traz à equipe e ao país", afirmou David Beckham, capitão da seleção inglesa.

História valiosa

Também nesta quinta-feira, a secretária Faria Alam revelou que irá vender sua história para dois tablóides e um canal de televisão por cerca de US$ 915 mil.

Segundo o consultor de Faria, Max Clifford, ela quer dar a sua versão dos fatos, que seria diferente da história que está sendo contada pelos meios de comunicação ingleses.


 

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