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 Squash, golfe e beisebol disputam presença nos Jogos de 2016
17 de fevereiro de 2009 17h49 atualizado às 18h36

Enquanto Rio de Janeiro, Madri, Chicago e Tóquio brigam pela sede dos Jogos de 2016, outra luta também marca os bastidores do evento: definir quais modalidades ocuparão as duas vagas abertas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), que têm como concorrentes squash, golfe e o beisebol.

Sete federações internacionais buscam espaço no programa olímpico e fazem campanha para serem escolhidos na assembleia geral do organismo, em outubro - a mesma que decidirá a sede dos Jogos de 2016.

Os últimos a entrar nesta luta foram o squash e o beisebol, que enviaram ao COI um questionário com mais de 80 perguntas e destinado a medir o interesse da modalidade para público, organizadores e patrocinadores.

Também participam da disputa caratê, golfe, rugby, patinação e softbol. Membros da Comissão do Programa Olímpico do COI, presidida pelo italiano Franco Carraro, assistirão nas próximas semanas a diversas competições dos postulantes para saber mais sobre as modalidades, em um processo similar ao das cidades.

O squash conta com a desvantagem de nunca ter sido olímpico - ao contrário de beisebol e softbol -, mas lançou uma campanha que ressalta dois aspectos: a abertura de novos mercados, pois é um esporte dominado por países que ganham poucas medalhas olímpicas em outras disciplinas, e a simplicidade de organização, pois só requer duas quadras que podem ser montadas "em qualquer lugar".

Na guerra dos números, o squash sustenta que é disputado por 20 milhões de pessoas de 175 países, enquanto a patinação fala de 50 milhões nos cinco continentes e a de rugby, de três milhões em 116 países. Os dados serão confirmados pelo COI.

A campanha a favor do golfe tem como destaques o americano Jack Nicklaus e a sueca Anikka Sorenstam, referências no esporte, e conta ainda com a colaboração dos atuais número um mundiais, o americano Tiger Woods e a mexicana Lorena Ochoa.

Outros desafios são reduzir os custos nas instalações e ter o menor número possível de participantes, para não ultrapassar a cota máxima autorizada pelo COI.

Com isso, golfe e caratê teriam 60 mulheres e igual número de homens, número que cairia para 50 em cada chave da patinação. Já o rugby obrigaria a utilização do Estádio Olímpico antes do atletismo, o que pode servir de empecilho.

Beisebol e softbol encaram a disputa em situação peculiar. Após participar de diversas edições dos Jogos - inclusive a do ano passado, em Pequim -, não tiveram o voto de confiança do COI e acabaram retirados da programação de 2012, em Londres.

O beisebol tem poucas chances, já que é exigida a presença dos melhores jogadores do mundo e um forte esquema antidoping, além de medidas para simplificar um esporte disputado em algumas partes do mundo.

O softbol, por outro lado, conta com mais simpatizantes por ser um esporte basicamente feminino e favorecer a equiparação entre homens e mulheres nos Jogos Olímpicos.

Para o espanhol Antonio Espinós, presidente da Federação Mundial de caratê, o softbol certamente retornará e os outros seis esportes disputarão a vaga restante.

Na revisão do programa olímpico para 2012, quando o softbol e o beisebol foram eliminados, há quatro anos, os mesmos cinco candidatos da disputa de hoje lutaram pelas vagas.

O primeiro eliminado nas votações foi o golfe, seguido da patinação e do rugby. Caratê e squash passaram à final, mas não contaram com o apoio da maioria dos membros do COI.

Posteriormente, foi decidido que o sistema de renovação era muito complexo, mudando a escolha de maioria qualificada para maioria simples. Isto garante que haverá mais dois esportes em 2016, não importa quais sejam.

Outro fator que deverá ser levado em conta será a cidade escolhida para organizar os Jogos de 2016. A escolha entre Rio, Madri, Chicago e Tóquio será antes e provavelmente influenciará na decisão - o rugby, por exemplo, soaria muito estranho para os cariocas caso sediem o evento.

EFE
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