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Um laboratório alemão anunciou na sexta-feira o sucesso de testes com um exame contra o doping genético, que detecta uma substância que aumenta o tecido muscular e melhora a resistência. O doping genético - o uso da engenharia genética para melhorar artificialmente o desempenho esportivo - é considerado a nova grande ameaça ao esporte, pois está cada vez mais sofisticado. "Pela primeira vez uma substância para o doping genético foi localizada por meio do espectrômetro de massa", disse a Universidade Alemã do Esporte (DSHS), de Colônia. A Wada (agência mundial antidoping) disse ter sido informada do procedimento, e que ele aperfeiçoa testes já existentes para a substância. "Essa é uma boa notícia, o que se esperaria de um laboratório credenciado pela Wada", disse à Reuters o diretor científico da entidade, Olivier Rabin. "Quando acrescentamos esta substância, GW1516, à lista de substâncias proibidas, estava claro que essas substâncias eram detectáveis. O que Colônia fez foi melhorar o método de detecção." O GW1516, apontado por cientistas do centro de pesquisas para a prevenção do doping da DSHS, já havia sido colocado pela Wada na lista de substâncias proibidas em 2009. "O GW1516 aumenta o volume dos chamados músculos de resistência, bem como as enzimas que obtém energia da gordura. No esporte, esta substância poderia ser abusada para aumentar a força", disse a DSHS em seu site (www.dshs-koeln.de). "Isso demonstra o comentário geral de que o exame antidoping genético ainda está muito longe e só poderia ser alcançado por meio de pesquisas custosas deve ser revisto." O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a Wada reforçaram sua luta contra o doping, aumentando o número de exames nos Jogos de Pequim-2008, e revendo um código antidoping que agora inclui também a equipe técnica dos atletas. A Alemanha será sede em agosto do Mundial de Atletismo, em Berlim.
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