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O presidente da Uefa, o ex-jogador francês Michel Platini, reconheceu nesta quarta-feira que existem "muitas dificuldades reais" em relação à organização da Eurocopa de 2012 na Polônia e na Ucrânia e que esta dará menos lucro do que a competição de 2008, segundo previsões de especialistas.
Em discurso prévio à abertura do 33º congresso da entidade, que acontece hoje em Copenhague, Platini disse que "há riscos do ponto de vista da organização. É a primeira vez que haverá uma Eurocopa no leste europeu, mas os dois países e a Uefa estão se dedicando com tudo".
Segundo o ex-jogador, a Eurocopa de 2012 é um dos quatro principais desafios que da Uefa nos próximos meses, além do "fair play" financeiro, das transferências de atletas menores de idade e do combate às apostas ilegais.
Platini lembrou que o Comitê Executivo da Uefa aprovou ontem a criação de um painel de controle financeiro, mas acrescentou que ainda faltam normas mais rigorosas, já que se trata de uma questão de "ética e sobrevivência". Sobre o controle de apostas ilegais, o presidente da entidade declarou que um novo sistema de alerta preventivo entrará em vigor na próxima temporada nas duas principais divisões e nas taças de cada país-membro. Platini fez um balanço positivo de seus dois primeiros anos de gestão à frente da Uefa e enfatizou ter cumprido suas principais promessas. Entre elas, o francês ressaltou ter "posto fim a um grupo elitista de clubes" - em referência ao chamado G-14, que reunia 18 dos clubes mais poderosos da Europa -, o qual segundo ele colocava o futebol "em perigo". Além disso, Platini lembrou as mudanças nas competições interclubes e na Eurocopa, além da defesa da autonomia das federações nacionais. Durante o congresso de hoje, 12 dirigentes de federações de países-membros da Uefa concorrerão a nove vagas no Comitê Executivo da entidade. Além disso, o evento servirá para a aprovação dos relatórios de Platini e do Comitê Executivo sobre as atividades da temporada 2007/2008.
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