| Ari Gomes/Local/Divulgação |
 Bernardinho vibra muito com reação que manteve o Rio na disputa |
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Um uma noite que demonstrou grande poder de superação dentro de quadra e provou o status de atual tricampeão da Superliga feminina, o Rio de Janeiro obteve uma inesquecível virada nesta terça-feira sobre o Brusque, dia em que venceu por 3 sets a 2, com parciais de 29/31, 24/26, 25/18, 25/15 e 15/9 e evitou a eliminação na semifinal. Com o resultado conquistado, a equipe de Bernardinho força uma terceira partida, que será realizada no próximo sábado, no Ginásio do Tijuca Tênis Clube, na capital carioca.
Na decisão, o vencedor do duelo terá pela frente um paulista, que sairá do confronto entre o Finasa/Osasco, de Paula Pequeno, Sassá, Carol Albuquerque e Thaísa, e o São Caetano, de Sheilla, Mari e Fofão. Na primeira partida, as comandadas do técnico Luziomar de Moura levaram a melhor e abriram 1 a 0 no encontro. As duas agremiações retornam à quadra no próximo domingo, desta vez no ABC.
Precisando da vitória para se manter vivo na Superliga, o Rio começou com muitas dificuldades contra o bloqueio adversário. Com a defesa bem posicionada e suas pontas virando os ataques, o Brusque abriu 6 a 4 logo no início da partida. A levantadora Fabíola distribuiu com muita variedade as bolas pelas catarinenses e dificultou a marcação carioca.
As visitantes abriram boa vantagem de três pontos e a levaram à parte final da primeira parcial. Quando o placar apontava 22 a 19, o técnico Bernardinho parou e pediu tempo técnico. Acordado pelas broncas do comandante, as mandantes retomaram seu melhor jogo e tiveram o set point com 24 a 23. Entretanto, Luciele encaixou o saque e empatou tudo.
Extremamente equilibrada, a partida no primeiro set acabou decidida na principal arma das visitantes neste confronto. Em um bloqueio duplo que parou Regiane, o Brusque fez 31 a 29 e abriu 1 a 0 na partida.
Na segunda parcial, o equilíbrio seguiu dentro de quadra e as duas equipes mantinham o placar apertado. Contudo, a torcida entrou em quadra e fez a diferença em favor do Rio, que entrou na reta final do set com uma vantagem de quatro pontos, 23 a 18. Entretanto, Elizângela, a maior pontuadora da história da Superliga entrou em ação com seu saque potente e mudou a história.
Forçando extremamente o serviço e quebrando a recepção do Rio, Elizãngela e o bloqueio do Brusque decretou a igualdade em 24 pontos. Em um ponto confuso, as visitantes fecharam por 26 a 24 e se aproximaram de uma surpreendenta vaga à final.
O embalo e a motivação conquistada pela histórica virada no segundo set acabou logo nos primeiros pontos da terceira parcial para o Brusque. Mais agressivas em quadra, as donas da casa abriram 7 a 1 no início da parcial e mostraram sobrevida dentro da quadra.
Novamente, o Rio voltou a cometer muitos erros sucessivos e reascenderam aquele motivado Brusque da outra parcial. Rapidamente, as visitantes encostaram no placar e diminuíram a vantagem para apenas dois pontos, 7 a 5.
Com sua defesa e bloqueio posicionados, o Rio abriu grande vantagem na parte final do set (20 a 16) e procurou evitar que o filme do segundo set se repetisse. Utilizando a melhor arma do adversário, as comandadas do técnico Bernardinho voltaram à partida com o placar de 25 a 18.
Na quarta parcial, o Rio entrou melhor em quadra e, de quebra, abriu uma boa vantagem no início, com 10 a 5 no placar. A líbero Fabi, campeã olímpica em Pequim com a Seleção Brasileira, deu show na defesa e trouxe a segurança procurada pelas donas da casa dentro do confronto.
A enorme vantagem do Rio causou problemas do outro lado da quadra. Demonstrando abatimento e nervosismo, o Brusque acumulou erros de ataque e saque e deu tranqüilidade às comandadas de Bernardinho. Mais experientes, as donas da casa sustentaram a diferença e empataram a partida ao confirmarem 25 a 15, contando com grande atuação de Joycinha.
No tie-break ficou claro o abatimento físico e mental do Brusque. Contando com dois erros das adversárias, o Rio abriu 4 a 0 logo no início da parcial. A vantagem trouxe grande tranqüilidade às donas da casa e, principalmente, ao técnico Bernardinho.
Joycinha, melhor atleta da equipe carioca em quadra, assumiu a responsabilidade para decretar a virada heróica das cariocas. Com ataques decisivos, a atleta acabou sendo fundamental às donas da casa, que confirmaram seu favoritismo, mesmo com muito sofrimento, ao fazer 15 a 9 e fechar a partida por 3 sets a 2.
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