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O ex-jogador francês Michel Platini, presidente da Uefa, afirmou nesta quarta-feira que a Ucrânia será uma das sedes da Eurocopa de 2012, junto à Polônia. O dirigente esteve no país para conferir as obras de reconstrução do Estádio Olímpico de Kiev e outras instalações, que estão atrasadas.
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"É impossível que a Ucrânia perca a Eurocopa de 2012. Escutei as garantias das autoridades e acredito que o estádio estará pronto em 2011. Não acho que devemos nos preocupar", disse Platini em entrevista coletiva.
O começo da reconstrução do Estádio Olímpico, principal palco do torneio, foi adiado em seis meses devido a disputas legais pelos terrenos adjacentes, o que obrigou a Uefa a ameaçar retirar dos ucranianos o direito de sediar a competição.
"As recomendações da Uefa foram as seguintes: sem estádio em Kiev não haverá campeonato na Ucrânia; sem estádio em Varsóvia não haverá campeonato na Polônia", lembrou Platini, citado pela agência Unian.
O presidente da Uefa admitiu que o impacto da crise global complicou os preparativos, mas pediu às duas sedes que façam todos os esforços necessários na melhor preparação possível para a Eurocopa.
A federação ucraniana de futebol mostrou a Platini e a outros altos funcionários da Uefa seu projeto de organização do torneio e explicou o andamento dos preparativos nas seis cidades candidatas a receber os jogos: Kiev, Donetsk, Dnepropetrovsk, Lviv, Odessa e Kharkov.
O vice-primeiro-ministro ucraniano, Ivan Vaseniuk, assegurou que o Governo resolverá a tempo os problemas relativos ao estado das instalações esportivas, aeroportos, hotéis e a infraestrutura de transporte, e encontrará fontes de financiamento.
Platini explicou que as sedes serão selecionadas pelo comitê executivo da Uefa, que se reunirá em meados de maio na Romênia.
O presidente da federação ucraniana de futebol, Grigori Surkis, se mostrou "convencido" de que a Uefa conhece agora os planos do país para a Eurocopa de 2012.
O ministro dos Esportes ucraniano, Yuri Pavlenko, ressaltou que Platini não fez nenhuma crítica sobre o estado dos seis estádios de futebol que lhe foram apresentados e dos centros de treinamento.
Em meados de março, o presidente da Uefa reconheceu que existem "muitas dificuldades" com vistas à organização do evento, e que ele daria menos receita que o de 2008 - isso segundo previsões de especialistas.
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