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Os centros de imprensa e de transmissões para os Jogos Olímpicos de 2012, cujo orçamento é de 355 milhões de libras (US$ 517 milhões), têm design "pobre", segundo relatório da Comissão de Arquitetura e Desenvolvimento Urbanístico (Cabe, em inglês).
O Cabe vem assessorando a Olympic Delivery Authority (ODA, em inglês), organização responsável pela construção de estádios e instalações olímpicas.
De acordo com o documento, o centro de imprensa é "um enorme bloco monolítico", enquanto o centro internacional de transmissões mostra "falta de imaginação" e pode representar uma deterioração urbana para o futuro.
O Cabe examina e avalia a qualidade, sustentabilidade e legado das instalações olímpicas. O objetivo do Governo britânico é revitalizar a zona leste de Londres, onde as estruturas são construídas.
"Quando falamos de arquitetura de pouca qualidade, não estamos falando apenas de estilo. Falamos de identidade e personalidade, de escala e de coerência, e da criação de um legado que seja apropriado para um local desta importância", comentou Paul Finch, membro da comissão.
O Cabe lembrou que a área onde trabalharão diariamente cerca de 20 mil jornalistas de todo o mundo durante os Jogos (entre 27 de julho e 12 de agosto) foi concebida inicialmente para se tornar um bairro uma vez encerradas as competições, mas acabará sendo um parque empresarial.
Porém, o organismo acha que o projeto em andamento tornará muito difícil a vinda de empresários e investidores à região.
Um porta-voz da ODE disse à agência de notícias PA que "o objetivo é ter um centro de imprensa eficaz, que tenha a qualidade pela qual pagaram os contribuintes e garanta um legado sustentável".
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