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Atletismo
Quinta, 9 de setembro de 2004, 13h26 
Após 5 anos, Krivelyova ainda espera pelo ouro
 
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A pesista russa Svetlana Krivelyova ainda está esperando para receber uma medalha de ouro do campeonato mundial, mais de cinco anos depois de conquistá-la e está preocupada que a história se repita depois da Olimpíada de Atenas.

Krivelyova terminou em terceiro lugar no campeonato mundial indoor de 1999, em Maebashi, Japão, mas foi levada ao título depois de as duas outras integrantes do pódio, a ucraniana Vita Pavlysh e a russa Irina Korzhanenko, foram desclassificadas. Ambas tiveram exames positivos para o esteróide anabólico stanozolol.

Krivelyova, campeã olímpica em 1992, disse que rapidamente entregou sua medalha de bronze à Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf), mas a entidade reguladora do esporte ainda não lhe passou a de ouro.

A situação se repetiu em março deste ano, quando Pavlysh venceu o campeonato mundial indoor em Budapeste. Ela teve seu ouro novamente retirado por conta de stanozolol e foi banida do esporte.

Krivelyova, inicialmente segunda colocada desta vez, foi novamente declarada campeã mundial, mas tampouco recebeu o outro ouro.

"Tentei várias vezes contactar a Iaaf para resolver o problema e conseguir minhas duas medalhas de ouro, mas eles nunca me retornaram", disse a atleta de 35 anos.

"Eu acho que parte do problema é que Pavlysh ainda tem de devolver suas medalhas e agora, depois de ser banida do esporte, eu não acho que ela vá fazer isso. Ela desapareceu e acho que nunca mais vai se ouvir falar dela".

Na Olimpíada de Atenas do último mês, Krivelyova recebeu sua medalha de bronze depois de Korzhanenko ter a sua de ouro tomada, depois de ser pega em um exame antidoping por uso de stanozolol.

Korzhanenko disse que ela, também, estava determinada a manter sua medalha de ouro porque se considerava inocente.

Krivelyova temia que todas as suas medalhas perdidas - as duas mundiais e o bronze olímpico - fossem perdidas para sempre.

"Eu acho que essa publicidade negativa afetará meu caso e tenho medo de nunca conseguir essas medalhas de volta", disse a campeã olímpica de 1992.

"Eu me sinto muito triste porque quando um atleta conquista uma medalha, de qualquer cor, ele ou ela se sente satisfeito e recompensado pelo trabalho feito. Quando você não recebe sua recompensa, você se sente enganado".
 

Reuters

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