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Norte-Americano
Terça, 7 de julho de 2009, 10h18 
Entre jovens jogadores dos EUA, veterano espera ser percebido
 
Jack Bell
 
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A mensagem de e-mail de Jimmy Conrad, zagueiro da seleção de futebol dos Estados Unidos, chegou cedo na manhã de domingo:

"Está vendo? Sei do que estou falando", ele escreveu.

Conrad, que é parte da seleção norte-americana de futebol em disputa pela Copa de Ouro da Concacaf, estava aludindo a Robbie Rogers. Na noite de sábado, Rogers jogou uma partida movimentada pela ala esquerda dos Estados Unidos, e foi altamente produtivo na vitória por quatro a zero sobre Granada, com duas assistências e um gol, durante a primeira rodada do torneio em Seattle.

Cercado de colegas de time mais jovens, Conrad, 32 anos, titular do Kansas City Wizards na liga Major League Soccer (MLS), disse que estava extremamente impressionado com o talento de Rogers, 22 anos, jogador do Columbus Crew.

"Ele se saiu muito bem em campo", disse Conrad. "No mês passado, quando enfrentamos o Columbus e me encontrei com Robbie em campo, disse a ele que precisava simplificar seu jogo. Às vezes, quando você enfeita demais, pode atrapalhar o time. Em minha opinião, é bom jogar de maneira simples no começo e, à medida que o jogo se abre mais, surge mais espaço para jogadas perigosas. Ele é o tipo de jogador de que gosto: meio precipitado nas decisões, mas sempre encontra uma maneira de resolver as dificuldades que cria, e joga com consistência".

A seleção norte-americana que está disputando a Copa de Ouro conta com apenas alguns jogadores do grupo que chegou à final da Copa das Confederações, em junho, e seu elenco em geral é formado por atletas mais jovens. A maioria deles joga em clubes da MLS e tem a esperança de disputar uma vaga na equipe que o técnico Bob Bradley provavelmente conseguirá classificar para a Copa do Mundo da África do Sul, na metade do ano que vem. O torneio deu a Conrad uma oportunidade de ressurgir na seleção nacional para o período que resta das eliminatórias.

"A disputa por uma vaga na seleção é dura, mas no meu caso, porque eu já havia defendido a seleção no passado, creio que está provado que me saio bem em jogos decisivos", diz Conrad, que desde janeiro de 2008 estava de fora da seleção norte-americana. "Sou um dos jogadores mais velhos do time na Copa de Ouro, e cabe a mim liderar em campo. Isso é uma boa oportunidade de exercitar minha capacidade de liderança".

Os Estados Unidos são bicampeões do certame e continuarão a defender seu título em uma partida contra Honduras, na próxima quarta-feira em Washington.

Preocupações no Red Bulls

O último colocado na classificação do campeonato da MLS, o New York Red Bulls, não vai piorar seu embaraçoso retrospecto de derrotas em jogos fora de casa pelas próximas três semanas, e tampouco vai ter a oportunidade de melhorar sua lamentável posição na tabela (duas vitórias, 13 derrotas e quatro empates) pelos próximos nove dias.

O Red Bulls é o time com maior número de partidas disputadas na temporada deste ano da MLS, até o momento, com 19 jogos, e sua defesa é a mais vazada, com 30 gols sofridos. O ataque, com 15 gols, empata na posição de pior do torneio, depois da derrota por dois a um contra o FC Dallas, na casa do adversário, sábado. Foi a 23ª partida consecutiva sem vitória que o Red Bulls disputou fora de casa.

"Eu posso afirmar com segurança que todo mundo está sentindo o destaque, dos dirigentes aos jogadores ¿todos nós sentimos a pressão do que vem acontecendo em campo", disse Jeff Agoos, o diretor esportivo da equipe. "Para mim, consistência e estabilidade são duas qualidades importantes em uma equipe, mas se não tivermos o elenco certo será difícil melhorar muito o desempenho. E acredito que, no caso deste time, a única constante vem sendo a mudança".

Ao longo da história da equipe, as muitas mudanças pelas quais ela passou raramente se provaram positivas. No ano passado, o Red Bulls chegou como zebra à disputa do título da MLS, mas continua a ser um enigma. No sábado, o técnico Juan Carlos Osorio só tinha 15 jogadores para levar à partida no Texas, devido a problemas médicos e convocações para a seleção norte-americana de futebol.

E mesmo desconsiderada a falta de alternativas no banco, o Red Bulls não se provou muito eficiente na aquisição de jogadores, ao longo dos últimos 18 meses. Dos quatro futebolistas internacionais que Osorio contratou no ano passado - Gabriel Chichero, Diego Jimenez, Juan Pietravallo e Jorge Rojas - só este último ainda continua no time, e vem apresentando um desempenho inconsistente em campo.

"É extremamente difícil encontrar jogadores que possam jogar aqui sem que paguemos aos seus clubes de origem pela transferência, e que se enquadrem ao orçamento determinado pela liga para os salários", disse Agoos. "É preciso tentar descobrir diamantes brutos".

Com a abertura do período de transferências entre os times da MLS, em 15 de julho, Agoos afirma que o Red Bulls pode contratar dois ou três jogadores. Mas as perspectivas de que isso permita resgatar uma temporada frustrada continuam a parecer remotas.

"Não podemos simplesmente continuar fazendo a mesma coisa, se essa coisa não está funcionando - e é evidente que não está funcionando", disse Agoos.

Tradução: Paulo Migliacci ME
 

The New York Times