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 Beckham volta para o Galaxy, mas mantém cabeça na Europa |
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David Beckham mal havia retornado ao Los Angeles Galaxy e já admitiu que provavelmente deixaria o time uma vez mais, para realizar o seu sonho de jogar a Copa do Mundo pela seleção inglesa, em junho do ano que vem.
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Mas ao menos pelos próximos quatro meses e meio, insiste Beckham, ele vai se dedicar ao Galaxy, a despeito de um colega de equipe ter questionado o seu profissionalismo, dos fãs que duvidam de sua persistência e de um novo livro que coloca em dúvida o grau de compromisso do jogador para com a Major League Soccer (MLS), a organização que comanda o futebol profissional dos Estados Unidos. O meio-campista Beckham declarou que seu retorno, depois de passar seis meses emprestado ao Milan, deveria ser prova suficiente de sua fidelidade.
"Sou uma pessoa honesta", ele declarou em entrevista coletiva na quarta-feira, um dia antes da partida entre o Galaxy e o New York Red Bulls, no Giants Stadium. "Se não quisesse estar aqui, não estaria".
"Só posso demonstrar meu compromisso para com o time enquanto estou aqui e enquanto meu contrato está em vigor", disse Beckham, indicando que embora seu contrato de cinco anos e US$ 32,5 milhões o obrigue a estar nos Estados Unidos, as ambições futebolísticas que ainda abriga estão no exterior.
Quando perguntado se preferiria estar treinando com o Milan na pré-temporada europeia a voltar ao Galaxy, que tem cinco vitórias, três derrotas e nove empates no campeonato da MLS, Beckham disse que "se eu tivesse contrato com um time europeu, sim, preferiria".
Para que tenha as melhores chances de conquistar uma vaga na seleção inglesa que deve disputar a Copa do Mundo, Beckham precisa jogar em alto nível, e isso significa um retorno à Europa quando se encerrar a atual temporada da MLS, em setembro.
"O técnico da seleção inglesa deixou muito claro para mim que preciso estar jogando em nível europeu", afirmou Beckham, falando sobre Fabio Capello. "Terei remorsos para sempre se não fizer tudo para me dar a chance de estar envolvido nessa empreitada".
E esse "tudo" pode incluir exercer a opção que lhe permite cancelar o contrato com o Galaxy, ao final da temporada, ou voltar por empréstimo ao Milan ou outro time europeu.
"Com o recente empréstimo, tudo correu muito bem", disse Beckham sobre o acordo entre o Galaxy e o Milan, que ele ajudou a bancar usando seu próprio dinheiro. "Não vou dizer que era o ideal ou que tudo tenha sido perfeito, porque, em última análise, foi bom para mim mas, para o Galaxy e meus companheiros, é sempre ruim perder um jogador da equipe".
Beckham reconhece que retornar a um clube europeu depois do final da temporada da MLS não garante que ele venha a ser incluído nos planos de Capello, caso a equipe inglesa garanta a classificação para o torneio do ano que vem na África do Sul.
Mas pelo tempo que seu contrato o mantiver em Los Angeles, disse Beckham, ele manteria a mesma abordagem com relação ao esporte que demonstrou em seus 17 anos de carreira profissional, com passagens vitoriosas pelo Manchester United e Real Madrid.
"Eu sou dedicado aos torcedores", afirmou, descartando a ideia de que precisa se desculpar diante dos torcedores que compraram carnês de temporada para as partidas do time por ter se ausentado de tantos jogos.
"Já fui criticado por Pelé, no passado", disse Beckham. "Já fui criticado por George Best. E eles são pessoas que respeitei durante toda minha carreira, pessoas que admiro. Em última análise, é preciso determinar se essas críticas nos afetam, e elas não me afetam".
Tradução de Paulo Migliacci
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