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O médico húngaro Szabolcs Szerdahelyi apresentou uma denúncia contra o atleta Adrian Annus, que perdeu sua medalha de ouro no arremesso de martelo por se negar a fazer um exame antidoping depois dos Jogos de Atenas.
Segundo Szerdahelyi, o atleta se dopou para conseguir o prêmio de 10 milhões de forintes (41 mil euros) que o governo húngaro ofereceu aos campeões olímpicos.
"Apresentei uma denúncia na polícia nacional contra Annus porque acho que ele cometeu uma fraude. A fraude foi cometida em associação, porque Annus teve cúmplices para substituir o recipiente com a urina", explicou Szerdahelyi.
Annus, de 29 anos, perdeu a medalha por não se apresentar a um exame antidoping, e o título olímpico passou para o japonês Koji Murofushi. O húngaro alegou inocência e recorreu ao Tribunal de Arbitragem Esportiva (TAS), pedindo que a decisão do COI seja cancelada.
Nos Jogos de Atenas, Annus foi submetido a dois exames, um antes da competição e o outro depois de sua vitória. Os dois deram negativo, mas o do seu compatriota Robert Fazekas, campeão de disco que tentou substituir o recipiente com urina em um teste, levou o COI a analisar outra vez o exame de Annus.
Foi constatado depois que as amostras pertenciam a indivíduos diferentes, o que motivou a entidade a convocar Annus para um novo controle.
Os advogados de Annus alegam que é impossível determinar a origem das duas amostras de urina a não ser através de um exame de DNA, que não foi feito neste caso.
A decisão do TAS será determinante no parecer que a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) dará sobre o caso de Annus.
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