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 Fisco nega concessões parat imes argentinos
04 de agosto de 2009 19h43 atualizado às 21h43

Os clubes de futebol argentinos não vão receber concessões especiais para saldar suas dívidas milionárias junto ao governo, disse nesta terça-feira o presidente da Administração Federal de Ingressos Públicos (AFIP, equivalente a Receita Federal no Brasil), Ricardo Echegaray.

As dívidas dos clubes já levaram Associação de Futebol Argentina (AFA) a adiar o início de todos os torneios profissionais do esporte no país, inclusive o Apertura - um dos dois principais campeonatos nacionais de primeira divisão disputados todos os anos na Argentina.

Echegaray afirmou que os clubes devem fazer como os contribuintes comuns e pagar o que devem ao fisco.

"Os clubes devem regularizar suas dívidas. A opção é aderir ao acordo que está sendo oferecido aos contribuintes em geral, que vence no dia 31 de agosto", disse.

Este perdão geral prevê o pagamento das dívidas em 120 parcelas com taxas de juros mensais de 0,75%.

De acordo com Echegaray, alguns clubes já se interessaram pelo acordo.

Os clubes têm dívidas com a AFA, que os socorreu durante longos períodos, com o Fisco e com os atletas.

Segundo o secretário-geral dos Jogadores Argentinos Sindicalizados (FAA, na sigla em espanhol), Sérgio Marchi, o Fisco estima que a dívida dos clubes com a AFIP é de cerca de 300 milhões de pesos (mais de R$140 milhões).

Por sua vez, o presidente da Associação de Futebol Argentina (AFA), Julio Grondona, disse que não sabe de quanto, exatamente, é a dívida total dos vinte principais clubes da Argentina - entre eles os maiores, Boca Juniors, RiverPlate, Racing, Independiente, Vélez e Estudiantes.

Mas um levantamento realizado pelo jornal La Nación, citando dados oficiais, indicou que os times da primeira divisão devem, no total, quase 700 milhões de pesos (cerca de R$ 330 milhões).

A primeira rodada do Apertura estava prevista para o dia 14 de agosto. A AFA determinou que as dívidas sejam pagas até o dia 11.

BBC Brasil
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