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 Eli Manning chega a acordo de seis anos com os Giants |
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O boato que circulava em Nova York na quarta-feira era o de que o armador Eli Manning e o New York Giants haviam chegado a um acordo para prorrogar o contrato do jogador em seis anos, por uma quantia que estaria entre os mais altos valores já negociados na história do futebol americano.
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Jerry Reese, o diretor geral do Giants, se recusou a confirmar a informação. Mas tampouco a negou, e o seu estado de humor era perceptível no pequeno sorriso que ele frequentemente deixava escapar dos lábios durante a conversa.
"Não temos nada fechado; estamos esperançosos quanto a um acordo", disse Reese. "E, caso ele surja, certamente ficaremos satisfeitos com isso. Mas no momento não temos qualquer nome assinado em qualquer contrato".
Uma pessoa que está informada sobre as negociações contratuais disse que Manning prorrogaria seu contrato com a equipe por seis temporadas, recebendo US$ 97,5 milhões (cerca de R$ 180 milhões). Do montante total, US$ 35 milhões (cerca de R$ 65 milhões) estão garantidos para o jogador, não importa o que venha a acontecer. A pessoa falou sob a condição de que seu nome não fosse mencionado, porque o contrato ainda não foi assinado ou anunciado.
Manning receberia US$ 9,4 milhões (cerca de R$ 17,2 milhões) na temporada que está por começar, a última do contrato de seis anos que ele assinou ao ser contratado pelo Giants ainda como calouro, em 2004. Ele liderou a equipe a uma vitória no SuperBowl depois da temporada de 2007, e foi considerado como melhor jogador em campo no jogo decisivo da NFL, em que seu time superou o New England Patriots.
O jogador não foi localizado para comentar na quarta-feira, quando os atletas do Giants compareceram a uma reunião do time mas não chegaram a treinar. Os treinos seriam retomados na quinta-feira, com duas sessões.
Ainda que diversas reportagens tenham sugerido que Manning se tornaria o jogador mais bem pago da NFL, é difícil determinar se a informação procede, porque o valor total do contrato não está garantido. Caso o valor anual do contrato fosse estipulado com base no montante total do acordo, e caso este venha a ser cumprido na íntegra, o salário anual de Manning seria de US$ 16,25 milhões (cerca de R$ 30 milhões).
O irmão dele, Peyton, armador do Indianapolis Colts, tem salário médio anual de US$ 14,17 milhões (cerca d e R$ 26 milhões), no momento o mais alto pago a um jogador dessa posição.
No começo do ano, Nnamdi Asomugha, um defensor do Oakland Raiders, assinou um contrato de três anos e US$ 45,3 milhões (cerca de R$ 83 milhões) definido como o maior da NFL. Mas apenas US$ 28,5 milhões (cerca de R$ 52 milhões) desse total são garantidos.
Tom Condon, o agente de Eli Manning, vem renegociando com o Giants em ritmo intensivo, nos últimos dias.
Domingo, quando a equipe se apresentou para a pré-temporada, Manning disse que "é possível que estejamos conversando um pouco. Mas não há nada decidido. Não estou desapontado ou algo assim. Meu contrato continua a valer. Não me deixo enredar por essa confusão relativa a contratos".
Reese disse que não acreditava que um novo contrato para Manning viesse a afetar o desempenho ou a atitude do jogador.
"Ele não será submetido a ainda mais pressão do que já é o caso, para um jogador em um mercado como o da nossa cidade", afirmou Reese. "E ele sabe como enfrentar a pressão. Já passou por isso. Não antecipo ver qualquer mudança em sua atitude. Ele trabalha com afinco e tem expectativas elevadas com relação ao seu desempenho".
Quando perguntado sobre o valor da folha total de pagamentos do time na nova temporada, Reese perguntou: "qual é o limite autorizado pela NFL? Nós acreditamos em economizar muito. Pagamos aos jogadores tudo que pudermos pagar".
O atual limite salarial por temporada é de US$ 128 milhões (cerca de R$ 235 milhões) por equipe. Caso um novo contrato coletivo de trabalho não venha a ser assinado entre os proprietários das equipes da NFL e os jogadores, a temporada que vem pode ser jogada sem um limite salarial.
Ainda que a NFL e algumas de suas equipes tenham demitido funcionários nos últimos meses como resultado da recessão, um porta-voz do New York Giants afirmou que o time, que além dos jogadores têm cerca de 120 outros funcionários de tempo integral, não havia realizado quaisquer demissões.
Tradução de Paulo Migliacci.
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