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Terça, 18 de agosto de 2009, 22h09  Atualizada às 22h20
Garrincha é estrela de livro sobre futebol publicado no Chile
 
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"El Ángel de las Piernas Torcidas", ou "O Anjo das Pernas Tortas", é o nome do livro do escritor e ex-jogador de futebol chileno Reinaldo Edmundo Marchant lançado hoje em Santiago, no qual Garrincha (1933-1983) é a estrela em meio a diversas histórias dos gramados.

O título da publicação evoca um dos apelidos dados ao eterno craque do Botafogo e astro das Copas do Mundo de 1958 e 1962, ambas conquistadas pelo Brasil, e que, para o autor, foi a personificação de uma enorme mudança para o futebol.

Segundo Marchant, antes de Mané Garrincha - cujo nome de batismo era Manuel Francisco dos Santos - pisar em um campo de futebol, o esporte era um espetáculo que carecia de gênios, pois não existia quem empreendesse movimentos bruscos, saltos, ameaças e movimentos imperceptíveis com o corpo.

"Pela poesia que desenhou no gramado", o livro é dedicado a Garrincha, embora também ofereça outras histórias do futebol.

Já na introdução de "El Ángel de las Piernas Torcidas", o ex-jogador da seleção argentina e atual diretor-geral do Real Madrid, Jorge Valdano, escreve que Garrincha jogava "como Cantinflas falava", em alusão ao famoso ator e humorista mexicano.

"Um homem livre, um estilo poético, uma máquina de ameaçar com suas pernas tortas que não se sabia para onde iriam arrancar, até suas ideias geniais e divertidas que deixavam sempre uma vítima no caminho", sentença.

Nascido em 1958, Marchant foi ponta-direita profissional - assim como Garrincha - dos clubes chilenos Palestino e Deportivo Aviación, este último já extinto. Como escritor, ele publica agora sua quarta obra relacionada com o futebol.

No novo livro, as diversas histórias levam a uma conversa entre Pelé e Maradona em um distante aeroporto japonês na qual finalmente Mané é lembrado com devoção pelos dois craques.

Marchant lembra que, ainda criança, viu o Botafogo de Garrincha no Chile e sentiu "uma flechada poética" ao ver suas evoluções e ao apreciar como, a cada vez que Mané pegava na bola, o público ficava de pé para desfrutar de seu jogo imprevisível e maravilhoso.

"Então entendi que a essência deste esporte residia na felicidade que o público queria buscar, e Garrincha foi o jogador que mais alegria deu ao povo em toda a história", conclui o autor.
 

EFE

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