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A velha tabelinha Pelé/Coutinho,
imortalizada no Santos Futebol Clube nos anos 1960, foi refeita hoje
(21), no Rio de Janeiro. Só que desta vez com outro
Coutinho, o Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico
e Social (BNDES). A lembrança foi do rei do futebol, Edson
Arantes do Nascimento, o Pelé.
Ele se referia à antiga
tabelinha que fazia com Coutinho, seu companheiro no ataque do time
santista, ao assinar juntamente com Luciano Coutinho um contrato de
apoio financeiro do BNDES, para a restauração do
Casarão do Valongo, em Santos, onde será instalado o
Museu Pelé. "Já começamos certo, porque a bola
que Coutinho deu aqui...", disse.
Os recursos do banco, no valor de R$
6 milhões, serão concedidos no âmbito da Lei
Rouanet à Ama Brasil, organização sem fins
lucrativos dedicada à preservação do patrimônio
histórico, artístico e ambiental no Brasil. A
Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) é responsável pela captação de recursos para o
projeto, já tendo arrecadado quase R$ 2 milhões das
empresas Fosfértil e MRS Logística.
As obras de restauração
do Casarão do Valongo, construído em 1865 e atualmente
em ruínas, deverão começar em janeiro de 2010, e
concluídas dois anos depois. O casarão estava
abandonado há cerca de 50 anos. O empreendimento inclui, em
uma de suas áreas, a construção de um projeto
arquitetônico de Oscar Niemeyer em homenagem a Pelé.
Para o rei do futebol,
o financiamento do BNDES foi essencial para perpetuar a sua história
e a do próprio futebol brasileiro. "O museu é uma
coisa que vai perpetuar a história do Pelé. Aí
vem o Santos, aí vem o Brasil. E a gente tem que agradecer a
Deus e ao BNDES que está fazendo isso se tornar possível,
depois de tanta luta. Graças a Deus, acho que, agora, a gente
deu o pontapé inicial", afirmou Pelé.
O Museu Pelé
está integrado ao projeto de revitalização da
área portuária da cidade, a Marina Porto de Santos. Ele
será uma atração turística internacional
para a cidade e o estado de São Paulo, e vai gerar empregos e
trazer divisas para o país.
Para o presidente do
BNDES, a reconstrução do casarão histórico
que abrigará o Museu Pelé "se encaixa como uma luva"
no Programa de Apoio ao Restauro do Patrimônio Histórico
da instituição, que objetiva a recuperação
dos centros históricos de cidades portuárias. Coutinho
disse que a alegria maior é que o imóvel vai abrigar o
Museu Pelé.
"Você
representa para o Brasil alguém que, aos olhos do mundo,
ajudou a mostrar essas qualidades do Brasil. Pela sua alegria, sua
forma de ser, sua maneira de comunicar, de forma humana e muito
aberta, qualidades que hoje o Brasil inteiro usufrui, de uma ausência
de hostilidade, de preconceito. E de uma simpatia, de uma empatia,
que a imagem brasileira desfruta no mundo inteiro como um país
amigável, tolerante, um país de congraçamento.
Isso não está dissociado do futebol e de você",
disse Coutinho, sobre a "contribuição intangível"
de Pelé para a imagem do Brasil no exterior.
Para Pelé, tudo
que fez significou uma responsabilidade muito grande por ter
contribuído para levar, por meio do futebol, a imagem do país
ao exterior, e agora espera deixar tudo isso para as novas gerações.
"Nós estamos aqui de passagem. E a única coisa que
nós podemos deixar para as novas gerações é
um registro como esse. Peço a Deus que eu esteja com muita
saúde para ver isso pronto", afirmou.
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