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"Chato" com rotina, Cielo pede justiça em decisão dos maiôs

24 de agosto de 2009 20h00 atualizado às 22h01

A desigualdade sai da essência da natação, afirma César Cielo. Foto: Divulgação

"A desigualdade sai da essência da natação", afirma César Cielo
Foto: Divulgação

Apesar de destacar a dura rotina de treinos e a "vida regrada" que leva fora das piscinas, César Cielo acredita que a inovação no maiô dos nadadores está fazendo a diferença na queda dos principais recordes mundiais, assim como ocorreu em Roma, no mês passado. No entanto, o brasileiro pede maior atenção da Fina (Federação Internacional de Natação), para evitar que a desigualdade prejudique a modalidade.

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"Nadar com este maiô é sensacional. Atingi uma velocidade que nunca atingi antes. A natação está atingindo tempos inacreditáveis, não sei se são pelos maiôs, mas você vê os ladrilhos passando rápido no fundo da piscina", elogia o brasileiro, vencedor dos 50 m e dos 100 m no Mundial de Roma.

No entanto, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, o campeão olímpico dos 50 m acredita que a peça pode causar diferença entre os competidores. "Sou a favor da justiça, de todo mundo ter os mesmos direitos. A desigualdade sai da essência da natação", alerta o brasileiro. "Vamos ver quem irá se manter sem os maiôs", disse.

Mesmo com a facilidade que os maiôs proporcionam, Cielo acredita que a dedicação nos treinos ainda é essencial para baixar os tempos a cada nova competição. Para isso, o nadador falou também de uma de suas marcas pessoais para atingir suas metas. "Dedicação fora da água faz toda a diferença, afinal, treinar forte todo mundo treina. Sei que estou abdicando de muitas coisas, mas aqueles 30 segundos depois da prova nada paga", lembra.

"Acho que vai mais da rotina, quando o cara se acostuma. Eu fico um chato, de ter aquela vida regrada. Quando entro de férias, até sinto falta de ter horários para comer e dormir. A vida regrada para um atleta é fundamental", afirma o brasileiro.

Redação Terra