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O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e Vanderlei Cordeiro de Lima formalizaram, nesta sexta-feira, o recurso junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS) solicitando que seja dada ao maratonista uma medalha de ouro para a Olimpíada de Atenas.
Na altura do 36º quilômetro da maratona dos Jogos, quando liderava a prova, Vanderlei foi atacado pelo ex-padre irlandês Cornelius Horan, que o empurrou na direção dos espectadores, fazendo com que ele perdesse oito segundos.
Horan já tinha ficado conhecido em 2003 ao invadir a pista do GP de Silverstone de Fórmula 1.
O incidente fez com que Vanderlei perdesse o ritmo e fosse ultrapassado pelo italiano Stefano Baldini, que venceu a prova, e pelo norte-americano Meb Keflezighi, medalha de prata. O brasileiro conseguiu se recuperar e terminou com o bronze.
A formalização da entrega dos documentos à CAS, última instância mundial de apelação no esporte, foi feita pelo presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, em Lausanne, na Suíça.
No recurso, o COB solicita que o atleta brasileiro receba a medalha de ouro da maratona olímpica, sem prejuízo ao vencedor da prova.
"Estamos defendendo os interesses do esporte brasileiro e do próprio Vanderlei. Demos uma chance à Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo) de rever a decisão tomada após a maratona. Diante do silêncio da entidade, não nos restou outra alternativa a não ser recorrer à CAS", disse Nuzman.
A petição assinada pelo advogado Sérgio Mazzillo foi acompanhada de um vídeo com imagens do ataque sofrido por Vanderlei e de notícias dos principais jornais do mundo, entre outros documentos.
O caso não tem prazo para ser julgado. O tribunal será composto por três membros (um deles indicado pelo COB, outro pela Iaaf e o último pela corte).
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