Esportes

 
 

Esportes » Esportes

 Treinador da República Dominicana tenta bater conterrâneos
02 de setembro de 2009 09h08

Ídolo em Porto Rico pelo trabalho na seleção local por mais de sete anos, Julio Toro viverá nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), uma noite atípica. Atual treinador da República Dominicana, ele enfrentará seu país natal pela segunda rodada da segunda fase da Copa América.

Apesar de estar do lado oposto, Toro sabe que receberá o carinho do povo portorriquenho. E isso não é à toa. Em 2004, na Olimpíada de Atenas, ele conseguiu o maior feito do basquete do país ao derrotar os Estados Unidos, por 92 a 73. Isso o transformou no primeiro não-soviético da História ao derrotar os americanos em Jogos Olímpicos.

"Eu me sentirei como um peixe na água nesta partida. O povo ficará feliz por saber que sou um embaixador do basquete portorriquenho. É um orgulho ter essa possibilidade", afirmou o treinador.

Ele espera conseguir um triunfo sobre seus compatriotas, como já o fez na Copa América do Uruguai, em 1997, quando dirigia a Venezuela. O triunfo interrompeu uma sequência de 21 vitórias dos portorriquenhos sobre os venezuelanos.

"Seria fantástico ganhar aqui, mas se isso acontecer, é capaz que furem os pneus do meu carro", disse o comandante dominicano, que logo após soltou uma gargalhada.

Conhecido por ser um adepto da filosofia, o treinador, que também é advogado, tem agora uma missão tão difícil quanto a que cumpriu em 2004. Ele tenta acabar com a ausência dos dominicanos em Mundiais, que já dura 21 anos. A última vez que isso aconteceu foi em 1978.

"Temos de ir pouco a pouco, pensando em um jogo de cada vez, como um bom café, tomando gole a gole", disse Toro, sem deixar de lado suas frases de efeito.

Toro assumiu a seleção da República Dominicana um pouco antes do início da Copa América. Mas uma das principais características de seus times, que são os chutes de três, já fazem parte do repertório dominicano neste Pré-Mundial.

"Não é uma coincidência. Este é o estilo de jogo do Caribe. Estou tentando mudar isso, fazer com que tenhamos maior posse de bola. Consegui algo, mas ainda falta muito", afirmou a legenda portorriquenha.

Lancepress!