| Beth Santos/Divulgação |
 Candidatura brasileiro é alvo de críticas de ex-membro do COB |
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Qual é a maior ameaça ao Rio de Janeiro?
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Euforia pra uns, preocupação e desconfiança pra outros. Os dias que antecedem o anúncio da sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não são vividos da mesma maneira pelos cariocas. Segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Governo do Estado, 85% dos moradores estão a favor da realização da maior festa esportiva do planeta no Rio de Janeiro, porém, há quem discorde. Os argumentos da "oposição" são diversos: falta de segurança, carência no setor de transporte e hotelaria e falta de credibilidade dos órgãos públicos.
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Um dos que criticam a campanha pelo Rio 2016 abertamente é o advogado Alberto Murray, membro do Comitê Olímpico Brasileiro de 1996 a 2008 e neto de Sylvio Magalhães Padilha, ex-presidente da entidade entre 1963 a 1990. Ele afirmou ter enviado e-mails para integrantes do COI chamando atenção para problemas que considera determinantes e que impossibilitam o êxito da Olimpíada na capital fluminense.
"Acho que tanto Chicago, Madri e Tóquio podem realizar excelentes Jogos, mas não tenho preferência por nenhuma das três. São cidades que têm infraestrutura urbana e esportiva. A cidade do Rio de Janeiro está suja, maltratada, violenta, com rede hospitalar de péssima qualidade e escolas em terríveis condições", afirmou.
Desta forma, para Murray, o Rio não tem chances nesta sexta-feira. O advogado acredita que o COI usará como parâmetro negativo a realização do Pan-Americanos de 2007. "A imagem do COI sairá manchada se derem os Jogos ao Rio. Eles têm consciência das mazelas sociais e políticas do Brasil e viram como foi o Pan-Americano. Sabem que colocar os Jogos em qualquer cidade do País é correr risco de incorrer em superfaturamento, atrasos de obras e outros problemas", disse.
Na opinião de Murray, o Brasil tem outras prioridades no momento e não estará pronto para receber grande quantidade de turistas em 2016. "Enquanto houver gente pobre morrendo nas filas dos hospitais por falta de atendimento e não houver escolas e esportes para todos, eu não embarco nesse ufanismo insano de que a Olimpíada é a solução para os problemas do Rio", disse o advogado, que atualmente mora em São Paulo.
A dona de casa Bianca Gonçalves Borelli acredita que existem problemas mais urgentes na lista de prioridades do município do que investimentos para os Jogos Olímpicos. "Os hospitais públicos estão uma vergonha. Se coisas básicas como a saúde fossem resolvidas, eu até apoiaria mas enquanto isso não acontece eu não concordo com todo esse gasto", afirmou.
Silvana Castro, profissional liberal, diz: "não vai ter nenhuma melhoria. Pode ganhar, pode não ganhar, que vai ficar tudo a mesma coisa. Eu preferia que o dinheiro fosse investido em saúde. Não existe um hospital público decente aqui no Rio. Tivemos o Pan e nada mudou. Não houve melhorias no sistema de transportes, na saúde, em nada".
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