| AFP |
 Fabíola Molina tem sonho de disputar Olimpíada de 2016 |
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Atletas como Tiago Camilo, Laís Souza e Giba se reuniram no Pinheiros na manhã desta sexta-feira para acompanhar a eleição da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A nadadora Fabiola Molina foi, de longe, a mais emocionada com o sucesso do Rio de Janeiro em Copenhague entre os competidores.
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Apreensiva nos minutos que antecederam o anúncio oficial, ela cobria a boca com as duas mãos. No momento em que a cidade brasileira foi declarada vencedora, Molina não controlou a emoção e foi às lágrimas diante da televisão. Depois de abraçar o marido e nadador Diogo Yabe, a atleta enxugou as lágrimas para conceder entrevista.
"Desde pequeno todo atleta sonha participar de uma Olimpíada. Você treina todo dia pensando nisso. É uma coisa que mexe com o desejo do atleta e é incrível pensar que vai ter uma Olimpíada no Brasil", afirmou a nadadora de 34 anos, presente em Sidney-2000 e Pequim-2008.
A atleta ficou comovida com a confiança depositada no Rio de Janeiro em detrimento de Chicago, Tóquio e Madrid. "Isso significa que o Brasil cresceu não só como país, mas também no esporte. É muito bacana quando alguém vem e fala: 'você consegue, eu confio em você'. A gente fica emocionada de saber que o Brasil está nessa situação".
Com 34 anos, Fabiola Molina ainda não pensa na aposentadoria. No momento de fazer contas e falar sobre sua possível participação nos Jogos Olímpicos de 2016, ela lembra o exemplo da nadadora norte-americana Dara Torres, que competiu em Pequim com 41 anos.
"A Dara só teve uma filha e eu não quero ter um filho único. Se eu parar de nadar com 37 anos e tiver dois filhos, depois vou estar com 39 para 40 anos. Teria pouco tempo para chegar no nível olímpico. A probabilidade não é tão grande, mas a gente nunca sabe o que vai acontecer", sonha Molina.
Mesmo se a vida familiar impedí-la de participar dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a nadadora pretende participar de alguma forma. "Quero compartilhar a minha experiência com os atletas mais jovens e viver essa situação de alguma maneira", encerrou Molina.
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