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 Eufórico com 2016, Lula fala em transformar favelas do Rio em bairro
04 de outubro de 2009 07h21 atualizado às 07h44

Lula já pensa em como ficará cidade do Rio em 2016. Foto: Ricardo Stuckert/Presidência/Divulgação

Lula já pensa em como ficará cidade do Rio em 2016
Foto: Ricardo Stuckert/Presidência/Divulgação

Em sintonia com a festa nas ruas do Rio e a esperança manifestada pelo povo após a escolha da cidade para sediar a Olimpíada de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Copenhague, na Dinamarca, que "vai surgir uma nova cidade dentro do Rio". O presidente afirmou que sonha em ver as favelas brasileiras transformadas em bairros.

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Mais relaxado, Lula, ao lado de Orlando Silva, Sérgio Cabral e Carlos Nuzman, concedeu entrevista ontem. "Construindo a Vila Olímpica, as habitações, o metrô, praticamente vai surgir uma nova cidade. Basta que o Brasil continue crescendo que a palavra 'favela' vai sair do nosso dicionário. As pessoas vão falar que é o bairro do Alemão, o bairro da Rocinha", afirmou o presidente.

Na entrevista concedida a radialistas brasileiros, com a presença do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e do ministro dos Esportes, Orlando Silva, o presidente declarou que não há tempo a perder, e a meta é fazer do Brasil uma potência olímpica, trabalhando ao lado de dirigentes esportivos e empresários.

"Vamos reunir os presidentes das federações, das modalidades que disputam as Olimpíadas, e exigir um plano de metas para 2012 e para 2016. Vamos começar agora, aprimorando os atletas que já temos e criando novos", disse Lula. "Penso em chamar os principais empresários de cada estado para participar do financiamento da preparação dos atletas".

O governador Sérgio Cabral comemorou a visibilidade inédita para a cidade, e disse que o Pan-Americano de 2007 serviu como um cartão-postal para a conquista da Olimpíada.

"O Pan fechou com as contas perfeitas. Todos os fornecedores foram pagos e não houve nenhum mau uso do dinheiro público", afirmou. "O Rio alcançou uma visibilidade nas últimas 48 horas que, se nós somássemos os recursos (da prefeitura, do estado e da União) em publicidade, não teríamos 5% do que foi essa vitória. É algo extraordinário, o Rio visto pelo mundo inteiro", disse Cabral.

Gastos fiscalizados

O presidente ressaltou que os gastos com as Olimpíadas serão fiscalizados pelos tribunais de conta do Estado e da União, pela Controladoria e pelo Ministério Público. Otimista, Lula citou recentes conquistas econômicas e disse que, se o País continuar a crescer nos índices atuais, será a quinta economia do mundo no ano dos Jogos. "Em 2016, estaremos no auge da exploração do pré-sal", frisou.

Ao lado de Cabral, o presidente contou que chegou a chamar um médico para atender o governador , durante a cerimônia de anúncio da cidade vencedora, e que o doutor o aconselhou a gritar e chorar para ficar aliviado. "Eu ganhei a bandeja em que veio o envelope com o resultado. Vou dá-la ao Sérgio Cabral para fazer o Museu das Olimpíadas", sugeriu.

"Se fosse para trazer imperadores, também traríamos. Mas o que trouxemos foi a emoção do povo brasileiro", encerrou Lula.

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