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Domingo, 4 de outubro de 2009, 07h21  Atualizada às 07h32
Eufórico com 2016, Lula fala em transformar favelas do Rio em bairro
 
Pedro Landim
 
Ricardo Stuckert/Presidência/Divulgação
Lula já pensa em como ficará cidade do Rio em 2016
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Em sintonia com a festa nas ruas do Rio e a esperança manifestada pelo povo após a escolha da cidade para sediar a Olimpíada de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Copenhague, na Dinamarca, que "vai surgir uma nova cidade dentro do Rio". O presidente afirmou que sonha em ver as favelas brasileiras transformadas em bairros.

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Mais relaxado, Lula, ao lado de Orlando Silva, Sérgio Cabral e Carlos Nuzman, concedeu entrevista ontem. "Construindo a Vila Olímpica, as habitações, o metrô, praticamente vai surgir uma nova cidade. Basta que o Brasil continue crescendo que a palavra 'favela' vai sair do nosso dicionário. As pessoas vão falar que é o bairro do Alemão, o bairro da Rocinha", afirmou o presidente.

Na entrevista concedida a radialistas brasileiros, com a presença do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e do ministro dos Esportes, Orlando Silva, o presidente declarou que não há tempo a perder, e a meta é fazer do Brasil uma potência olímpica, trabalhando ao lado de dirigentes esportivos e empresários.

"Vamos reunir os presidentes das federações, das modalidades que disputam as Olimpíadas, e exigir um plano de metas para 2012 e para 2016. Vamos começar agora, aprimorando os atletas que já temos e criando novos", disse Lula. "Penso em chamar os principais empresários de cada estado para participar do financiamento da preparação dos atletas".

O governador Sérgio Cabral comemorou a visibilidade inédita para a cidade, e disse que o Pan-Americano de 2007 serviu como um cartão-postal para a conquista da Olimpíada.

"O Pan fechou com as contas perfeitas. Todos os fornecedores foram pagos e não houve nenhum mau uso do dinheiro público", afirmou. "O Rio alcançou uma visibilidade nas últimas 48 horas que, se nós somássemos os recursos (da prefeitura, do estado e da União) em publicidade, não teríamos 5% do que foi essa vitória. É algo extraordinário, o Rio visto pelo mundo inteiro", disse Cabral.

Gastos fiscalizados

O presidente ressaltou que os gastos com as Olimpíadas serão fiscalizados pelos tribunais de conta do Estado e da União, pela Controladoria e pelo Ministério Público. Otimista, Lula citou recentes conquistas econômicas e disse que, se o País continuar a crescer nos índices atuais, será a quinta economia do mundo no ano dos Jogos. "Em 2016, estaremos no auge da exploração do pré-sal", frisou.

Ao lado de Cabral, o presidente contou que chegou a chamar um médico para atender o governador , durante a cerimônia de anúncio da cidade vencedora, e que o doutor o aconselhou a gritar e chorar para ficar aliviado. "Eu ganhei a bandeja em que veio o envelope com o resultado. Vou dá-la ao Sérgio Cabral para fazer o Museu das Olimpíadas", sugeriu.

"Se fosse para trazer imperadores, também traríamos. Mas o que trouxemos foi a emoção do povo brasileiro", encerrou Lula.
 

O Dia

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