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Ginástica
Segunda, 5 de outubro de 2009, 13h06  Atualizada às 13h17
Rio 2016 muda treinamento de atletas, diz Laís Souza
 
Marcelo Pereira/Terra
Laís Souza diz que Rio 2016 mudou treinamentos
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Com apenas 20 anos, Laís Souza já disputou duas edições dos Jogos Olímpicos. Apesar de medir as palavras ao comentar sua possível participação no Rio de Janeiro 2016, a ginasta admite que o triunfo da candidatura carioca já interfere no cotidiano de todos os atletas.

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"É muito especial saber que o seu país vai sediar uma Olimpíada. Você já começa a pensar diferente, já começa a treinar de uma forma diferente. Acho que é um grande passo para ter uma continuidade em treinamento e competição", declarou a atleta do Pinheiros.

Descoberta pelo ucraniano Oleg Ostapenko com apenas 14 anos, Laís Souza chegou a ser apontada como sucessora de Daine dos Santos e disputou os Jogos de Atenas-2004 com apenas 16 anos. Em Pequim 2008, prejudicada por uma série de lesões, ficou distante das finais dos aparelhos que disputou.

Nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a brasileira terá 27 anos, uma idade avançada para uma ginasta. Ao lado de alguns companheiros de clube, ela acompanhou o triunfo do Rio de Janeiro na manhã da última sexta-feira e falou com cautela sobre sua possível presença nos Jogos de 2016.

"Tenho que ver como vou estar fisicamente e psicologicamente. Preciso ver como vai estar minha vida e decidir", declarou Laís. Neste momento, a prioridade são os Jogos de Londres 2012. "Esses pouco mais de dois anos até a próxima Olimpíada serão muito puxados e importantes no resultado final", completou.

Por outro lado, ela já pensa nas vantagens de competir dentro do próprio país. "Como já estamos acostumados com o clima, com o espaço e com a temperatura, isso facilita para alguns atletas. Normalmente, quando você está no exterior precisa de algumas aclimatações", explicou.

Independente de sua possível participação, Laís pede que as instalações sejam aproveitadas após a realização da Olimpíada. "Muitos ginásios precisam ser construídos e isso tem que ser utilizado depois. Vai ser um marco muito importante e o Brasil tem que caminhar junto para chegar lá", encerrou.


 

Gazeta Esportiva