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COI
Sexta, 9 de outubro de 2009, 04h51  Atualizada às 10h05
Jacques Rogge é reeleito presidente do COI até 2013
 
AP
Rogge é reeleito na presidência do COI
Rogge é reeleito na presidência do COI
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Jacques Rogge foi reeleito nesta sexta-feira presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) por um período de mais quatro anos, até 2013, prazo máximo que pode permanecer no cargo segundo a Carta Olímpica. Rogge foi ratificado com 88 votos a favor e um contra na 121ª Sessão do COI realizada em Copenhague. Não havia mais candidatos.

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O cirurgião belga, 67 anos, foi eleito presidente em 2001, depois que o espanhol Juan Antonio Samaranch abandonasse o cargo. O primeiro mandato é de oito anos, renovável por outro de quatro que começa agora.

"Ainda há muito por fazer", disse Rogge após ser eeleito. "Estreitaremos as diferenças esportivas entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento; e entre os homens e as mulheres. Redobraremos nossos esforços para pôr o esporte ao serviço da humanidade, para inspirar por igual a jovens e idosos, para dar aos atletas a oportunidade de dar exemplo", acrescentou.

A escolha de um país sul-americano para sediar umas Olimpíadas pela primeira vez na história e a criação dos Jogos Olímpicos da Juventude, cujas primeiras edições se disputarão em Cingapura em 2010 (verão) e Innsbruck (Áustria) em 2012 (inverno), foram os principais logros da primeira parte do mandato de Rogge.

Se celebraram os Jogos de Salt Lake City 2002, Atenas 2004, Turim 2006 e Pequim 2008, todos concedidos no período de Samaranch, e também se outorgaram os de 2010 a Vancouver, os de 2012 a Londres, os de 2014 a Sochi e os de 2016 ao Rio; antes que vença o mandato de Rogge se elegerão os de inverno de 2018 e os de verão de 2020.

Os apuros que passou Grécia para organizar com sucesso os Jogos de Atenas 2004 e a polêmica que acompanhou o revezamento da tocha de Pequim 2008 foram os momentos de maior tensão no primeiro período.

Rogge, regatista olímpico em 1968, 1982 e 1976 e ex-membro da seleção belga de rugby, se propôs ao chegar à frente do COI em reduzir o custo, o tamanho e a complexidade dos Jogos, embora a realidade lhe obrigasse a conformar-se com deter seu crescimento.

No plano econômico, as novas ameaças terroristas internacionais dispararam as despesas de segurança para as cidades organizadoras. E no esportivo, a resistência das federações internacionais impediu uma redução substancial do programa olímpico.

Após pôr na porta de saída esportes como o pentatlo moderno, o nado sincronizado e a canoagem em corredeiras, Rogge teve de tragar com uma revisão quadrienal do programa. Em 2005, após uma série interminável de votações, se eliminou o beisebol e o softbol dos Jogos de 2012, mas não se aprovou que outros lhes substituíssem.

Para os de 2016, hoje mesmo se votará a admissão do golfe e do rugby de sete.

O COI aumentou sua receita por patrocínios de US$663 milhões no ciclo olímpico que concluiu em Atenas até US$883 milhões no que terminou em Pequim 2008.

Rogge mantém uma política de tolerância zero contra o doping, traduzida em um aumento dos controles e em um endurecimento das normas internacionais, que obrigam aos desportistas a estar localizáveis 24 horas por dia.

Também lutou contra a corrupção, ao expulsar o indonésio Bob Hassan por estar condenado em seu país e ao búlgaro Ivan Slavkov por mostrar-se disposto a vender seu voto na eleição dos Jogos de 2012, segundo revelou um programa de televisão com câmara oculta. Um Yong Kim, também condenado pelos tribunais sul-coreano, foi suspenso do COI e renunciou antes que lhe expulsassem.
 

EFE

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