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O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, defendeu nesta quarta-feira, em Budapeste (Hungria), a proposta conhecida como "6+5" que, se for aprovada, vai obrigar as equipes a terem em campo pelo menos seis jogadores do país de origem do clube.
"Toda a família do futebol apoia essa fórmula", disse Blatter em entrevista após uma conferência na capital húngara sobre a autonomia do esporte na União Europeia (UE).
No entanto, apesar da unanimidade citada pelo dirigente, a ideia foi criticada por vários jogadores e alguns representantes do bloco dos países europeus, que argumentam que se o projeto for posto em prática, violaria o princípio da livre-circulação de trabalhadores originários da UE.
Blatter argumentou que a medida daria oportunidade aos clubes de países mais pobres de conseguirem melhores resultados. Além disso, o presidente da entidade máxima do futebol elogiou a chamada "Declaração de Budapeste", aceita pelos participantes da conferência, classificando-a como "histórica".
No documento, os participantes do evento - representantes das comissões responsáveis pelo esporte nos parlamentos nacionais, afirmam que "a atividade esportiva em si não tem caráter econômico, mas faz parte das tradições e culturas locais".
Dessa forma, "tentam evitar que os sucessos no âmbito esportivo sejam monopólio para os clubes e países mais ricos, aumentando assim as desigualdades já existentes".
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