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Responsável pelos treinamentos de Poliana Okimoto, Ricardo Cintra acredita que a conquista da Copa do Mundo de maratonas aquáticas trouxe um efeito positivo na atleta que vai além do troféu dourado e do currículo recheado. "Ela agora está muito mais confiante", contou o treinador, que também é marido da brasileira.
Na temporada 2009, Poliana participou de 11 das 12 provas do Circuito Mundial, saindo vitoriosa em nada menos que nove - nas últimas provas, inclusive, ela superou nomes como a russa Larissa Ilchenko, campeã olímpica, e da alemã Angela Maurer, campeã mundial. "Antes, ela entrava na água com muito receio, especialmente contra a Larissa. Ela dizia: 'Ah, o segundo lugar está bom'. Agora, não: ela perdeu o respeito", sorri o treinador.
Os efeitos disso são óbvios. "A partir de agora, acho que a Poliana vai competir em outro patamar", opina Cintra. Para chegar ao título da Copa do Mundo, a brasileira precisou nadar nos mares de diversos países, como Estados Unidos, China e Emirados Árabes. "Agora, ela sabe que pode ser competitiva até em provas que nós considerávamos desfavoráveis, como as com água fria e muita marola", aponta.
Poliana começou sua carreira nas piscinas, mas, sem motivação, acabou vencendo o medo do mar e aceitou a sugestão de Ricardo para mudar de modalidade. "É até meio irônico (uma campeã de maratonas aquáticas um dia ter sofrido com receio do oceano), mas graças a Deus eu consegui superar esse medo. Era uma coisa que me incomodava muito", confessa.
E Okimoto não hesita na hora de distribuir os méritos do deu feito. "Nadamos muito e em todas as etapas eu consegui manter o alto nível. Tenho que ser muito grata ao meu técnico por tudo o que ele fez por mim. O trabalho dele está sendo bem feito e reconhecido. A gente fica orgulhoso de acabar o ano com esse título do Circuito, nadando tantas etapas bem. O ano todo foi muito bom", avalia a campeã.
Sem avião
Poliana agora vai tirar férias. "Só não sei ainda de quanto tempo, pois preciso ver se o Pinheiros vai querer que eu dispute o Torneio Open em dezembro", comentou a atleta, bastante cansada.
Cintra, porém, ressalta que os dois devem permanecer no Brasil após tantas viagens. "Nós últimos meses, passávamos, no máximo, cinco dias em casa. Nem tirávamos as coisas da mala. Chega de avião", brincou o técnico.
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