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O cearense Márcio e o capixaba Fábio Luiz não têm alternativa. Para continuar na luta pelo título do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, os medalhistas olímpicos de Pequim precisam não apenas vencer o Aberto do Recife, neste final de semana na Praia da Boa Viagem, como também torcer por um resultado negativo de Alison e Harley. Faltando apenas três etapas para o fechamento do calendário, Márcio e Fábio Luiz ocupam a segunda colocação no ranking com 1400 pontos, 200 a menos que os líderes.
"É um torneio-chave. Se ganharmos, nossas chances retornarão; senão, tudo ficará mais complicado", lembra o capitão da dupla, Márcio. "Mas não podemos entrar em quadra pensando nisso. Nossa preocupação tem de ser voltar a jogar bem. Não existe campeão jogando mal. Estamos vindo de dois quintos lugares, colocações bastante abaixo de nosso potencial, e já está na hora da recuperação", avisa.
Márcio e Fábio Luiz ganharam o Aberto do Recife em 2005, ano em que a parceria brilhou também na conquista do título brasileiro e do Campeonato Mundial. No ano passado, eles chegaram à final, mas foram derrotados por Ricardo e Emanuel. "Acho que temos todas as condições para reagir. Treinamos bem nesta semana e não temos nenhum problema de contusão. É só jogar o que já provamos ser capazes", comentou Márcio.
Apesar da confiança, o jogador reconhece o grande momento atravessado por Alison e Harley, que venceram os últimos quatro torneios.
"É um time muito regular. Aliás, das grandes equipes, talvez seja a única que venha atuando com consistência desde o início do ano. Eles ainda estão vivendo aquela fase de empolgação de time novo, formado nesta temporada. Os resultados vieram cedo, inclusive no circuito mundial, e isso ajudou muito no moral da equipe. Mas não é fácil e nem normal manter o ritmo o tempo todo. Quem sabe não esteja a hora de sentirem um pouco de cansaço...", especula.
Além da necessidade de reação, Márcio e Fábio Luiz precisam escapar da perseguição movida por Pedro Solberg e Bruno Schmidt, que aparecem em terceiro lugar com apenas 40 pontos de desvantagem.
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