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Vôlei
Sexta, 30 de outubro de 2009, 20h42  Atualizada às 22h12
Catarinenses esperam tirar proveito de "Golden Formula" na Superliga
 
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Apesar de a "Golden Formula" não ter agradado nem um pouco, os jogadores da Cimed/Florianópolis acreditam que, na Superliga, podem ter vantagem devido aos treinamentos com a regra que impede o primeiro ataque (terceiro toque) antes da linha dos três metros. O novo sistema será testado na semana que vem, durante a disputa do Mundial de clubes, no Catar.

"Qualquer coisa que faça você pensar mais te faz crescer", considera Bruno Rezende. Convocado pelo técnico Bernardinho, o levantador irá do Catar direto para o Japão, onde jogará a Copa dos Campeões, assim como os companheiros de equipe Thiago Alves, Éder, Lucão e Mário Jr.. Jogador do Trentino (Itália), Leandro Vissotto fará o mesmo.

Bruno, entretanto, acredita que não terá dificuldades no retorno ao jogo "tradicional" com a camisa da seleção brasileira. "Não muda nada na volta, até porque o Brasil treina muito os contra-ataques", destaca o atleta.

Para o ponteiro Thiago Alves, as mudanças positivas já estão sendo sentidas no grupo, mesmo somente após duas semanas e meia de treinamentos. "Todo mundo percebeu a evolução, nosso ataque de fundo vai melhorar... já estamos vendo o jogo de outras formas", afirma.

O técnico Marcos Pacheco cita exemplos de alternativas. "O time vai crescer como time porque vão surgir outras opções de ataque. Já descobrimos soluções diferentes pela posição 6 e a bola de segunda do Bruno já está com mais velocidade", comenta.

Uma das poucas opiniões discordantes é a de Lucão, dono da posição de central, a mais prejudicada pela "Golden Formula". "Seria preciso muito tempo de treinamento (para a evolução acontecer)", analisa o atleta, que não crê nem no desenvolvimento de novos pontos positivos tecnicamente. "Atualmente no vôlei, se você não está 100% focado no que faz, fica para trás. Sinceramente, os meios de rede regridem assim", comenta.

O Mundial de vôlei masculino de clubes não é disputado há 17 anos e todas as outros quatro edições foram vencidas por italianos. "Se conseguirmos vencer vamos voltar com moral, mas isso não ganhará jogo na Superliga", avisa Lucão, já minimizando uma possível euforia.


 
Gazeta Esportiva