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Apesar de a "Golden Formula" não ter agradado nem um pouco, os jogadores da Cimed/Florianópolis acreditam que, na Superliga, podem ter vantagem devido aos treinamentos com a regra que impede o primeiro ataque (terceiro toque) antes da linha dos três metros. O novo sistema será testado na semana que vem, durante a disputa do Mundial de clubes, no Catar.
"Qualquer coisa que faça você pensar mais te faz crescer", considera Bruno Rezende. Convocado pelo técnico Bernardinho, o levantador irá do Catar direto para o Japão, onde jogará a Copa dos Campeões, assim como os companheiros de equipe Thiago Alves, Éder, Lucão e Mário Jr.. Jogador do Trentino (Itália), Leandro Vissotto fará o mesmo.
Bruno, entretanto, acredita que não terá dificuldades no retorno ao jogo "tradicional" com a camisa da seleção brasileira. "Não muda nada na volta, até porque o Brasil treina muito os contra-ataques", destaca o atleta.
Para o ponteiro Thiago Alves, as mudanças positivas já estão sendo sentidas no grupo, mesmo somente após duas semanas e meia de treinamentos. "Todo mundo percebeu a evolução, nosso ataque de fundo vai melhorar... já estamos vendo o jogo de outras formas", afirma.
O técnico Marcos Pacheco cita exemplos de alternativas. "O time vai crescer como time porque vão surgir outras opções de ataque. Já descobrimos soluções diferentes pela posição 6 e a bola de segunda do Bruno já está com mais velocidade", comenta.
Uma das poucas opiniões discordantes é a de Lucão, dono da posição de central, a mais prejudicada pela "Golden Formula". "Seria preciso muito tempo de treinamento (para a evolução acontecer)", analisa o atleta, que não crê nem no desenvolvimento de novos pontos positivos tecnicamente. "Atualmente no vôlei, se você não está 100% focado no que faz, fica para trás. Sinceramente, os meios de rede regridem assim", comenta.
O Mundial de vôlei masculino de clubes não é disputado há 17 anos e todas as outros quatro edições foram vencidas por italianos. "Se conseguirmos vencer vamos voltar com moral, mas isso não ganhará jogo na Superliga", avisa Lucão, já minimizando uma possível euforia.
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