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Após 17 anos de ausência do calendário, o Mundial de clubes de vôlei masculino volta a ser disputado nesta terça-feira, no Catar. Atual campeã brasileira, a Cimed/Florianópolis conquistou o direito de representar a América ao sagrar-se campeã continental no início do mês de outubro.
E os jogadores do time catarinense não escondem a ansiedade. "Qualquer jogador queria estar no nosso lugar", comentou o central Lucão, de olho no título. "Ninguém ainda falou se vai ter Mundial no ano que vem, então é bom aproveitar a chance. Vai que demore mais 20 anos para ter outro Mundial", brincou.
Integrante do Grupo B, Florianópolis encarará Skra Belchatow (Polônia), Payakan (Irã) e Al Arabi (Catar) em busca de uma das duas vagas na semifinal. Na outra chave estão Trentino (Itália), Zenit (Rússia), Corozal (Porto Rico) e Zamalek (Egito).
Capitão da equipe, o levantador Bruno lembra da evolução da Cimed nas últimas temporadas. "O time nasceu há cinco anos, quando disputou a Liga Nacional, e hoje está no Mundial de Clubes. Para nós, isso é maravilhoso. Espero que sirva de exemplo para os empresários de que não é preciso nenhuma loucura para investir no vôlei", destacou.
Já foram disputadas quatro edições do Mundial de clubes, todas com vitórias de equipes italianas: Parma (1989), Milano (1990 e 1992) e Ravenna (1991). O melhor que o Brasil já conseguiu foram os vices do Banespa em 1990 e 1991.
"Lembro alguns flashes dos outros Mundiais, com o Tande e o Marcelo Negrão no Banespa. É coisa bem antiga, eu tinha uns seis anos. Depois, vi fitas e DVDs", conta Bruno, filho do técnico Bernardinho.
O treinador Marcos Pacheco lembra que a conquista pode dar mais um impulso ao vôlei brasileiro, que meses atrás enfrentou uma grande crise com a saída de patrocinadores do porte de Finasa, Santander e Unisul. "É sensacional voltar o Mundial, será uma motivação a mais termos campeões interclubes. Tomara que ajude a ter mais investimento", afirmou.
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