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Vôlei
Quinta, 5 de novembro de 2009, 12h09  Atualizada às 12h23
Leandro Vissotto reprova nova regra do vôlei
 
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Com 49 pontos em duas partidas, o brasileiro Leandro Vissotto é o segundo maior pontuador do Mundial de clubes, no Catar. Isto, no entanto, não significa que o oposto do Trentino e da seleção brasileira tenha gostado da "Golden Formula", sistema no qual o primeiro ataque de cada time deve ser feito antes da linha dos três metros. Pelo contrário: Vissotto revela a sua torcida para que a modificação não seja aprovada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

"Ninguem gostou (da "Golden Formula"), principalmente os jogadores de meio, que ficam muito limitados e frustrados. É uma regra que não vai ser aceita e penso que será a primeira e última competição com esse sistema. Pena que deixaram para fazer em um torneio tão especial", lamentou o jogador. Vissotto lembrou que, como estavam jogando o Campeonato Italiano, os jogadores do Trentino quase não tiveram tempo para se adaptar à mudança.

"Tivemos somente uma semana de preparação", contou o oposto, que passou a ser bem mais acionado com a alteração. "Depois da primeira partida, vimos o quanto será difícil. A grande dificuldade é ter sempre o bloqueio em cima de você. E, sem os ataques dos centrais, os jogadores de ponta e o oposto ficam muito sobrecarregados, aumentando muito o fadiga. Como consequência, cai a qualidade do jogo", destacou.

Apesar dos problemas, o Trentino já se garantiu na semifinal do torneio - enquanto isso, a Cimed, única equipe representante do Brasil na disputa, tem sofrido com a regra e precisa vencer os poloneses do Skra Belchatow nesta quinta para estar entre os quatro melhores em Doha.

Ainda assim, Vissotto não subestima o poderio dos compatriotas. "A Cimed tem grandes chances, mas sofrerá por nao poder usar todo seu potencial de ataque pelo meio, que fez a diferença na Superliga", comentou o atleta, que sonha em ajudar os atuais campeões da Europa a manter a hegemônia italiana no Mundial: em quatro torneios são quatro títulos do país. "Ter a oportunidade de fechar o ano com um título mundial de clubes é um sonho", afirma o atleta, que tinha dez anos na ocasião do último Mundial quando, segundo as próprias palavras, "nem sonhava em jogar vôlei".
 

Gazeta Esportiva