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Atletismo
Quinta, 5 de novembro de 2009, 12h36  Atualizada às 12h55
Federação sul-africana pede desculpas à Semenya por testes
 
Reuters
Semenya recebeu pedido forma de desculpas da Federação Sul-africana de Atletismo
Semenya recebeu pedido forma de desculpas da Federação Sul-africana de Atletismo
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A Federação de Atletismo da África do Sul (ASA) emitiu um pedido formal de desculpas à campeã mundial dos 800 metros Caster Semenya pela forma como tratou os exames de verificação de sexo da corredora.

"A Federação de Atletismo da África do Sul deseja publicamente e de forma incondicional se desculpar com Caster Semenya e sua família, com o presidente da África do Sul e também com o povo sul-africano pela forma como tratou o processo de verificação de gênero e suas consequências", disse a ASA em comunicado nesta quinta-feira.

"A diretoria da ASA vai liderar uma delegação que se encontrará com Caster, sua família e o governo para debater o assunto", acrescentou a nota da entidade.

O pedido de desculpas acontece após um comunicado do partido político no poder da África do Sul, o Congresso Nacional Africano (CNA), afirmando que a ASA e seus médicos deviam uma explicação sobre o caso.

"Eles poderiam ter resolvido a situação de uma forma melhor", disse o CNA em comunicado, no mês passado.

Semenya, de 18 anos, conquistou o título mundial em Berlim, em agosto, com o melhor tempo do ano. A Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) já tinha iniciado um processo de verificação de gênero antes da prova, mas Semenya foi autorizada a competir enquanto aguardava o resultado dos testes.

Nenhuma decisão sobres os testes deve ser anunciada antes de dezembro, mas a IAAF recusou-se a comentar uma reportagem do jornal australiano Daily Telegraph dizendo que Semenya tinha características tanto masculinas como femininas.

A decisão da IAAF de testar Semenya irritou muitos sul-africanos, que acusaram a entidade de racismo. Posteriormente foi revelado que a ASA já havia conduzido testes de verificação de gênero em Semenya na África do Sul antes do Mundial.

O presidente da ASA, Leonard Chuene, admitiu ter mentido sobre os testes, alegando que desejava manter a privacidade da atleta.


 

Reuters

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