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O Comitê Olímpico Sul-Africano suspendeu nesta sexta-feira as atividades da Federação de Atletismo do país por problemas na gestão do caso da atleta Caster Semenya, campeã mundial dos 800 metros, que foi submetida a exames de verificação de sexo. A decisão foi anunciada pouco depois da suspensão do presidente da mesma federação, Leonard Chuene.
"A suspensão se baseia no fato de que a Federação Sul-Africana de Atletismo, por meio de seus dirigentes, cometeu falhas graves em relação a Semenya", diz um comunicado enviado pelo Comitê.
Após vencer de forma arrasadora o Campeonato Mundial, a corredora de 18 anos foi acusada por adversárias de levar vantagem nas provas por supostamente ser hermafrodita.
Chuene negou saber da investigação, mas depois admitiu que Semenya foi submetida pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) a exames médicos para identificação de gênero, cujos resultados ainda não foram revelados.
A atitude do dirigente irritou os membros do Comitê, que alegam que a privacidade da atleta não foi preservada.
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