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A solução para aumentar o número de pilotos no grid da MotoGP deve vir a partir de equipes independentes e não de novas montadoras. Nesse contexto, os espanhóis da Inmotec apresentaram neste sábado a moto com o qual pretendem participar de cinco corridas da categoria em 2010.
Devido à desistência de um dos times satélites da Ducati, o Onde 2000, com a atual temporada em andamento, o grid ficou limitado a apenas 17 motocicletas, número insignificante se comparado ao de 2004, quando o campeonato englobava 14 escuderias e nove construtores.
Para a próxima temporada, a MotoGP já tem ao menos mais uma baixa garantida, a da Kawasaki, que encerrará oficialmente as atividades após fornecer motores para a Hayate neste ano. A situação ruim pode melhorar com a inserção de equipes como a Inmotec. "Trabalhamos muito e o resultado é aquele que está hoje aqui. Desenvolvemos a máquina passo a passo e acabamos por perceber que era possível participar da MotoGP", comemorou o diretor da empresa de Pamplona, Oscar Gorria, que apresentou o equipamento durante o fim de semana do Grande Prêmio de Portugal.
Companhia jovem que se formou apenas em 2007, a Inmotec compete atualmente no Campeonato Espanhol na categoria Extreme, no qual seu piloto é Iván Silva e sua motocicleta, uma Kawasaki. Para a MotoGP, porém, a própria equipe que construiu seu material, sendo que Silva, de 27 anos, é quem correrá no ano que vem se todo o projeto der certo.
Segundo o planejamento, o espanhol que já defendeu a Ducati entre 2006 e 2007 estreará em Barcelona e competirá ainda em Misano, Brno, Balatonring e Valência. Para 2011, o projeto do dirigente Oscar Gorria é mais ambicioso. "Gostaríamos de ser uma fábrica de motos, com um time de testes, e fornecer equipamento para algum participante da MotoGP" projetou.
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