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Palmeiras
Segunda, 9 de novembro de 2009, 19h24  Atualizada às 20h47
Belluzzo teme perseguição ao Palmeiras após críticas a Simon
 
Fernando Souza
Direto de São Paulo
 
Fernando Pilatos/Gazeta Press
Belluzzo foi o centro das atenções do Palmeiras nesta segunda-feira
Belluzzo foi o centro das atenções do Palmeiras nesta segunda-feira
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Por cerca de 40min, o presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo falou sobre a derrota do seu time para o Fluminense, por 1 a 0, no domingo. Na verdade, sobre a anulação do gol de Obina pelo árbitro Carlos Simon e a entrevista furiosa que deu ao jornal Lance no fim da noite. Um dia depois, o dirigente não só manteve suas palavras - prometeu não "alegar perda de memória" - como apontou desconfianças e temores de que suas críticas possam vir a prejudicar o time nas últimas rodadas do Brasileiro.

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"Temo (que exista perseguição), mas espero que isso não ocorra", disse durante a coletiva convocada para esta segunda-feira à tarde.

Belluzzo chegou à Academia de Futebol, o centro de treinamento do Palmeiras, às 16h26min. Chegou com o telefone colado ao ouvido e logo foi para um dos campos. Andando de um lado para o outro, logo virou mira dos fotógrafos e cinegrafistas que acompanhavam a movimentação dos jogadores reservas ou que não jogaram contra o Fluminense (casos de Marcos, Pierre e o recuperado Edmílson) enquanto os titulares corriam pelo local.

O contato com os jogadores foi rápido e sem palavras trocadas, mas Belluzzo prometeu uma conversa mais reservada. "Pretendo ter uma conversa sim. Não sou de fazer discurso. Vou conversar, mostrar que é preciso ter gana", disse o presidente, que sentiu que o ambiente menos alegre depois do erro de arbitragem e a perda da liderança para o São Paulo.

Depois de sair do campo, Belluzzo foi para a área administrativa do CT. Em todas as aparições, ele sempre estava empunhando seu celular. Um misto de preocupação com as coisas que aconteceram no domingo com seu time e a saúde de sua mãe, que fez com que ele não estivesse na delegação que viajou ao Rio de Janeiro.

Pouco depois das 17h, quando o treino já havia terminado e os jogadores já se dirigiam para o vestiário, Belluzzo foi o centro das atenções. Reclamou de Simon, a quem chamou de hipócrita, e acusou o árbitro gaúcho, repetidas vezes, de ter cometido um erro intencional: "O fato é objetivo. É só avaliar o comportamento dele na hora da lance. É a grande prova. O comportamento dele na hora do lance que é uma coisa inacreditável. Esse lance é a prova de si mesmo, não é preciso usar nada. Não sei se tem esquema é a prova da intenção do favorecimento de um clube e desfavorecimento de outro. Basta este fato para mim. O objetivo dele era claro: impedir o primeiro gol do Palmeiras", disse Belluzzo, que acredita que o árbitro iria dar o gol mas mudou de ideia repentinamente.

Belluzzo afirmou não estar sentindo ódio de Simon. "O que sinto por ele é ira bíblica, é a indignação", disse. Indignação que o fez lembrar de outros erros de arbitragem que marcaram sua vida de torcedor.

"Esse lance me lembrou dois gols, um do Leivinha em 1971 anulado por Armando Marques (durante a final do Paulista daquele ano contra o São Paulo) e o gol de Portuguesa x Corinthians apitado pelo Castrilli (o argentino deu pênalti inexistente que garantiu o rival na decisão do paulista em 1998). Eu fiquei tão indignado naquele jogo quanto ontem, mas eu não tinha microfone para falar", relembrou o presidente.

Apesar da bronca com a arbitragem e ó STJD, Belluzzo pediu para que o torcedor palmeirense não perca a esperança pelo título. "Quero que o palmeirense vá ao estádio. Estamos no páreo. Não é desastre estar um ponto atrás do São Paulo. Não podemos nos entregar ao pessimismo. O time já mostou capacidade de reação e estamos firmes na disputa. Se ganharmos na quarta, passamos à frente e o São Paulo ainda terá de jogar para vencer", disse.
 

Redação Terra