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Atletismo
Quarta, 27 de outubro de 2004, 14h06 
Invasor da maratona é julgado por pedofilia
 
EFE
O momento em que Vanderlei é atacado pelo ex-padre Cornelius Horan
O momento em que Vanderlei é atacado pelo ex-padre Cornelius Horan
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O ex-padre irlandês que atrapalhou o brasileiro Vanderlei de Lima na maratona da Olimpíada de Atenas chorou, nesta quarta-feira, em seu julgamento e negou que tenha molestado crianças sexualmente.

Cornelius Horan disse que as acusações de que teria pedido que uma garota de 7 anos acariciasse seu pênis não são verdadeiras.

"Eu peço que Deus me atinja nesse momento se eu sou alguém capaz de fazer algo assim. Não aconteceu nada disso", disse ele, em lágrimas.

Ele nega que qualquer ato de abuso contra a criança tenha acontecido quando recebeu a visita em seu quarto de uma freqüentadora da igreja e sua filha em 1991.

O ex-padre admitiu ter ficado nu durante a visita e "ter brincado de esconde-esconde" com as duas, antes de tomar chá com bolos e assistir a um filme religioso em vídeo.

Horan disse que desenvolveu uma relação especial com a mãe da criança quando ela se converteu ao catolicismo e passou a freqüentar sua igreja.

Segundo o ex-padre, eles discutiam diversos assuntos, incluindo o culto ao demônio.

Mas ele negou sentir qualquer atração sexual pela mulher. "Nunca tive relações sexuais com qualquer ser humano e vou manter meu voto de celibato até o dia da minha morte", disse ele no tribunal.

Banho

Horan disse que mãe e filha chegaram cedo a seu quarto e minutos depois ele foi tomar banho.

Ele usava roupas de baixo e camiseta. A mulher teria feito um comentário. "Ela disse: 'você deveria tirar tudo agora', e eu tirei. Talvez eu seja um pouco inocente. Eu a levei a sério. Fiquei impressionado por ela não ter ficado surpresa. Seguimos como se eu estivesse vestido", contou.

Logo depois dos Jogos Olímpicos, em agosto, Horan foi multado e recebeu uma pena de prisão suspensa de um tribunal na capital grega, Atenas, por ter atrapalhado a maratona.

O corredor brasileiro liderava a prova, mas acabou em terceiro lugar depois do incidente.

Horan afirmou que interferiu na maratona para chamar a atenção para a volta de Jesus Cristo à Terra.
 

BBC Brasil

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