Preste sua homenagem a Serginho
O Sindicado dos Jogadores de São Paulo já entrou em contato com os familiares para oferecer ajuda. Além disso, pode haver negociação entre a família do jogador e o São Caetano para definir outras compensações financeiras.
"O grande problema nesse caso é como fica a família. Acho que o clube pode garantir o pagamento do colégio do filho dele até os 18 anos", sugeriu o presidente do Sindicato de São Paulo, Rinaldo Martorelli.
Família
Serginho amava o que fazia. Ele adora o futebol e planejava jogar por mais dez anos.
"Ele dizia que queria ser como o Valdo (veterano atacante do Botafogo): queria jogar até os 40 anos", contou o cunhado do zagueiro, Lúzio Filho.
A última vez que Lúzio conversou com Serginho foi há uma semana, na sexta-feira passada. Foi quando Serginho falou deste seu plano. Na ocasião, ele negou que estivesse pensando em abandonar o futebol devido a problemas cardíacos. Para concluir seu plano, Serginho queria voltar ao Social para encerrar a carreira, justamente no clube onde começou.
O técnico José Angelo, que o revelou, visitou o estádio Louis Ench, em Coronel Fabriciano. Lá, lembrou dos primeiros dias de Serginho na cidade. Com lágrimas nos olhos e muita tristeza.
O jogador, que havia deixado a cidade natal, Vitória (ES), começava ali a dar sinais de que poderia ser mais do que um garoto de peladas. De um grupo de 18 capixabas, Serginho foi o único aprovado. Conseguiu realizar o sonho de ser jogador profissional. Numa carreira tragicamente encerrada.