Bruno espera concorrência dos vice-campeões olímpicos
Foto: Silvio Ávila/CBV/Divulgação
O primeiro ano da seleção brasileira masculina de vôlei no ciclo olímpico de Londres-2012 foi marcado pelo bom desempenho de nomes que, antes, nem eram chamados para o time principal ou no máximo ficavam com a reserva. É o caso do oposto Leandro Vissotto, do central Lucão e do levantador Bruno Rezende, que apresentaram muita consistência em 2009 e garantiram o posto de titular da equipe do técnico Bernadinho.
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Porém, mesmo com os três títulos da temporada, tais jogadores acreditam que ainda vão precisar batalhar muito para se firmar em 2010, ano em que o Brasil tentará conquistar na Itália seu terceiro título mundial consecutivo - trata-se da segunda competição mais importante do mundo do vôlei, atrás apenas da Olimpíada.
Por isso, nomes como André Heller, André Nascimento, Gustavo, Marcelinho e Samuel, medalhistas de prata em Pequim, tentarão retomar seus lugares na seleção nacional. "Eles podem e merecem voltar por tudo o que já fizeram pelo vôlei. Ninguém tem lugar cativo na seleção, temos que estar sempre mostrando trabalho", avaliou Bruno.
Eleito o melhor levantador da Copa dos Campeões, o atleta da Cimed/Florianópolis avalia que ainda precisa se esforçar muito. "É claro que, depois de um ano positivo como 2009, os jogadores ganham a confiança do técnico, mas se não jogar bem na Superliga alguma chances irão por água abaixo", acredita.
O meio de rede Lucão também ressalta a importância do Nacional de clubes, cujo início está programado para o dia 3 de dezembro. "Fizemos um bom 2009, mas não é isso o que vai garantir a gente no ano que vem na seleção", comenta o jogador. "Temos que continuar um trabalho forte no clube, fazendo a Cimed ser vitoriosa. É isso o que vai fazer a gente voltar para a seleção", destacou.
Apesar de sucessivas convocações este ano, o central Eder teve poucas oportunidades no time. Mas promete tentar reverter essa situação. "Não tive um ano bom, sofri com algumas lesões e não pude estar em meu máximo o tempo inteiro. Mas vou trabalhar e estarei com tudo na Superliga", promete.
Filho do técnico Bernardinho, Bruno lembra que precisa se esforçar ainda mais para acabar com as desconfianças de favorecimento. "Foi mais um ano de afirmação", desabafa o jogador. "Não me incomodo, mas por ser filho do técnico tenho que estar sempre colocando meu trabalho e meu talento à prova. É uma coisa com a qual já me acostumei", relatou.
De acordo com Bruno, a relação familiar e profissional já está bem separada na seleção. "No início, ele podia querer cobrar mais de mim que os outros, mas agora está bem tranquilo. A cada ano a sua responsabilidade aumenta e a comissão técnica vai mudando com você", explicou.
- Gazeta Esportiva


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