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O atleta grego Kostas Kenteris, que renunciou aos Jogos Olímpicos de Atenas quando era investigado pelo COI por não estar disponível para um controle de doping, assegurou que não foi informado a tempo.
Em sua primeira entrevista desde o escândalo que protagonizou com sua companheira de treinamentos Ekaterini Thanou, em agosto passado, Kenteris declarou ao canal de televisão ateniense Alter que na noite do 12 de agosto o COI lhe deu, para apresentar-se ao controle de doping, "só 60 minutos, quando as regras falam de uma margem de um dia".
"Eu nem tinha sido informado e de repente soube que estava a ponto de ser desqualificado dos Jogos Olímpicos", disse Kenteris, acrescentando que a ordem para fazer o controle estava assinada pelo presidente da Equipe Olímpica Grego, Yanis Papadoyanakis.
Afirmou que o acidente de moto que teve junto a Thanou, também desclassificada dos Jogos, na noite em que o COI estava lhes procurando para submetê-los ao controle "foi verdadeiro e não um teatro para evitar o controle".
Reconheceu, no entanto, que "foi uma grande irresponsabilidade" subir a um moto e o justificou assim: "fiquei louco e desejava chegar à Vila Olímpica o mais rápido possível para submeter-me ao exame."
Uma vez que foi levado ao hospital de Acidentes de Atenas (KAT), Kenteris declarou que pediu ao COI que lhe fizesse um exame antidoping no mesmo centro, já que era hospital olímpico, mas seu pedido não foi atendido.
Ele está à espera da decisão de um tribunal ateniense sobre a veracidade do acidente de moto, em que foram também julgados alguns dos doutores que lhe atenderam a ele e a Thanou no hospital KAT, por certificar que Kenteris e Thanou tinham feridas em conseqüência do suposto acidente.
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