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 Torcedor relata invasão ao Couto Pereira em academia e é preso
09 de dezembro de 2009 08h52 atualizado às 10h27

Couto Pereira ficou destruído após fúria de torcedores no domingo. Foto: Elaine Felchacka/Especial para Terra

Couto Pereira ficou destruído após fúria de torcedores no domingo
Foto: Elaine Felchacka/Especial para Terra

Aos poucos, a polícia paranaense vai identificando os vândalos que invadiram e destruíram o Couto Pereira no último domingo, após o fim da partida que decretou a queda do Coritiba para a Série B do Campeonato Brasileiro. Na terça-feira, mais um torcedor suspeito foi reconhecido por foto e levado para o Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) da Polícia Civil, onde permanece preso.

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Geison Lourenço Moreira de Lima, 20 anos, foi preso em flagrante em uma academia de musculação no Bairro Cajuru. Ele foi surpreendido por um policial quando contava detalhes da invasão de campo a colegas.

O policial antes de dar voz de prisão se certificou que o jovem estava mesmo entre os baderneiros e após "encontrá-lo" em uma das imagens divulgadas, o deteve.

"Ele aparece em várias fotos divulgadas pela imprensa segurando um banco que em seguida foi jogado na direção do grupo de policiais militares que tentava conter o tumulto", explicou o delegado do Cope, Francisco Caricatti.

Geison é o segundo torcedor preso envolvido na selvageria. Gilson de Lima, também 20 anos, foi preso na segunda-feira pela manhã.

Até a tarde da última terça, cerca de 40 pessoas suspeitas de envolvimento no tumulto, dentro e fora do campo, foram identificadas. Outras 15, entre vítimas, testemunhas e diretores da torcida organizada Império Alviverde, foram ouvidas.

A polícia espera contar com a ajuda de pessoas comuns, que já podem reconhecer e denunciar os envolvidos através de fotos colocadas em uma página especial no site da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (http://www.seguranca.pr.gov.br/modules/galeria/fotos.php?evento=144).

No final também da terça-feira, em sua primeira aparição pública depois do jogo tumultuado e do rebaixamento, o presidente do Coritiba, Jair Cirino, afirmou que toda confusão fora premeditada pela torcida organizada Império.

Ele disse ainda que antes da partida, a facção fez ameaças a funcionários, jogadores, dirigentes e ao patrimônio do clube. Cirino também foi ameaçado na saída do Couro Pereira, no meio da semana, quando deixava o local.

Especial para Terra