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 Senador defende mudança do STJD do Rio para Brasília
17 de dezembro de 2009 08h49 atualizado às 08h55

Coritiba caiu para a Série B e deixou sua torcida revoltada. Foto: Gazeta Press

Coritiba caiu para a Série B e deixou sua torcida revoltada
Foto: Gazeta Press

O senador Osmar Dias (PDT-PR) não é torcedor do Coritiba, mas ficou inconformado com a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJD) em aplicar a maior pena da história do futebol brasileiro ao clube alviverde, pelas cenas de vandalismo ocorridas na última rodada da Série A deste ano, no Couto Pereira. Diante disso, o parlamentar articula a mudança do órgão do Rio de Janeiro para Brasília, contando desde já com o apoio dos colegas Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Jarbas Vasconcellos (PMDB-PE).

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"Tem que mudar o tribunal para cá Brasília e o tribunal tem que rever essa punição ao Coritiba, porque ele vai ficar mais de um ano sem poder mandar jogos. É um estádio centenário, um estádio que é, sem dúvida nenhuma, um dos ícones da cidade de Curitiba", afirmou Dias.

Na opinião do parlamentar, o STJD trata com diferença os times do Rio de Janeiro e dos outros estados do País, e Brasília seria "campo neutro". Para ele, isso explica a "rigidez" da pena aplicada pelo STJD contra o Coritiba, que não poderá utilizar o seu estádio nas próximas 30 partidas em competições nacionais, além de pagar multas que somam R$ 610 mil.

Osmar Dias comparou a punição ao Coritiba à que sofreu o Vasco, em 2000, quando em uma disputa na final do Campeonato Brasileiro, com o São Caetano, o alambrado do estádio caiu, 200 pessoas ficaram feridas e o campo foi invadido. O time não foi punido pelo STJD com suspensões e o jogo problemático foi remarcado para o mesmo estádio alguns dias depois. O time cruzmaltino se sagrou campeão brasileiro na ocasião.

O senador também afirmou que as suspensões afetam os curitibanos, o que para ele é injusto. Dias, por outro lado, defendeu punição severa para os torcedores que comandaram as agressões no Couto Pereira, causando ferimentos em pelo menos 17 pessoas, sendo duas em estado grave.

Com informações da Agência Senado.

Redação Terra