PGA Tour oferece apoio a Tiger Woods
Foto: AFP
Tim Finchem, o comissário da PGA Tour, a principal liga mundial de golfe profissional, deu início a uma campanha de relações públicas na quinta-feira ao reiterar seu apoio a Tiger Woods em meio às dificuldades que o golfista está enfrentando, e contestou as especulações quanto à possibilidade de que as consequências adversas do escândalo sexual de Woods ¿ entre as quais seus afastamento voluntário do esporte por prazo indefinido- prejudiquem os torneios da organização na temporada 2010.
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"Nós teremos sucesso em 2010", disse Finchem, acrescentando que ele não havia conversado com Woods e que não sabia quando Woods retomaria o golfe. ¿Mesmo que Tiger fique de fora dos torneios por dois meses, ou oito meses, ou um ano, teremos uma temporada de sucesso".
"Não veremos o mesmo nível de disputa, na ausência de nosso jogador número um, não há dúvida a respeito. Nenhum esporte continua a ser disputado no mesmo nível quando o jogador número um está de fora. Mas acredito que as pessoas precisam deixar de lado todo esse desânimo, todos esses pessimismo, que para ser franco é uma maneira de informar erroneamente os torcedores do nosso esporte".
A defesa de Woods por Finchem coincidiu com indicações de que a mídia esportiva já está começando a separar a capacidade de Woods como golfista de suas predileções quanto não está nas pistas. Woods foi escolhido como golfista do ano pela Associação dos Jornalistas de Golfe da América, com vantagem devastadora sobre Steve Stryker, e a maioria dos votos chegou depois que o escândalo irrompeu.
Foi a 10ª vez que Woods conquistou o prêmio em seus 13 anos como golfista profissional. Anteriormente, o golfista havia sido selecionado como atleta da década, em votação conduzida entre os jornalistas da agência de notícias Associated Press e os veículos a ela vinculados. Woods recebeu 56 dos 142 votos concedidos, e mais de metade desse total chegou depois do acidente de automóvel que ele sofreu perto de sua casa na Flórida em 27 de novembro.
Finchem concedeu uma entrevista vigorosa, no programa "Squawk on the Street", da rede de TV CNBC, e aproveitou a oportunidade para falar sobre a percepção de que os patrocinadores estão insatisfeitos, anunciando à comunidade empresarial que a BMW havia prorrogado seu contrato de patrocínio do BMW Championship, em Chicago, até 2014, e que a Sony havia reforçado seus laços com a PGA Tour e faria do Sony Open, no Havaí em 2011, o primeiro evento esportivo com transmissão televisiva em 3D, disponível para audiências selecionadas.
Finchem via motivos para otimismo apesar da situação econômica difícil, alegando que previa que as doações de caridade associadas aos eventos da PGA Tour crescessem a US$ 116 milhões, ante US$ 109 milhões este ano, e que a premiação do ano que vem fosse um pouco maior do que os US$ 278 milhões deste ano, para um número semelhante de eventos.
Mais tarde, em entrevista coletiva telefônica, Finchem disse que tampouco estava preocupado com as suspeitas que pesam sobre o Dr. Anthony Galea, médico canadense que ajudou Woods a se recuperar depois de sua cirurgia de joelho, tratando-o em fevereiro e março deste ano.
Galea foi detido pela polícia canadense em outubro, depois que sua assistente foi detida na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos porque a alfândega encontrou em seu poder medicamentos de venda proibida nos Estados Unidos, entre os quais hormônio de crescimento humano e Actovegin, um medicamentos produzido com o sangue de bezerros cujo uso é acompanhado com muita atenção pela Agência Mundial Antidoping. Na quarta-feira, as autoridades canadenses apresentaram quatro acusações formais contra Galea, todas relacionadas a drogas.
O procedimento usado por Galea em suas quatro sessões de tratamento com Woods, na casa do golfista em Orlando, Flórida, foi uma terapia de plasma rico em plaquetas aplicado por injeção, conhecida como centrifugação de sangue, e seu uso não é vedado pela PGA Tour ou qualquer das demais organizações esportivas mais importantes.
"Eu não tive envolvimento com isso", disse Finchem, "mas nosso pessoal do departamento antidoping examinou o caso e concluiu que não há nada, nesse procedimento, que venha a representar qualquer violação de nossas normas antidoping".
Porque o teste para o uso de hormônio de crescimento humano requer exame de sangue, a PGA Tour está entre as muitas organizações esportivas que não o realizam.
Woods, que se viu sujeito a revelações embaraçosas sobre casos extrajudiciais que vinha mantendo, perdeu seu contrato de patrocínio com a consultoria Accenture e teve os comerciais que estrela para a Gillette tirados da programação, ao menos pelo período em que se manterá afastado da PGA Tour. Mas Finchem disse não acreditar que a organização ou seus torneios venham a perder grandes patrocinadores empresariais.
"Cada empresa toma suas decisões de marketing em base individual", disse Finchem, "quer elas se relacionem a Tiger ou a qualquer outra coisa, por diversos motivos. Não antecipo que venhamos a enfrentar quaisquer dificuldades nessa área".

- The New York Times
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