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 Uniformizados, argentinos realizam sonho na Av. Paulista
31 de dezembro de 2009 15h15 atualizado às 17h12

Argentinos marcam presença na São Silvestre. Foto: Emanuel Colambari/Especial para Terra

Argentinos marcam presença na São Silvestre
Foto: Emanuel Colambari/Especial para Terra

Não é raro ver corredores de diversos estados do Brasil na largada da Corrida Internacional de São Silvestre. Porém, no meio de diversos sotaques, um quarteto que passava uniformizado chamava a atenção dos atletas - não por uma fantasia ou por um chapéu, mas pelas camisas da seleção argentina que os quatro fardavam.

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Era a estréia de Adrian Carluccio, Federico Carluccio, Eduardo Pace e Alex Mela na corrida. Segundo Adrian, 42 anos e pai de Federico e Alex, a participação na prova paulistana era um sonho antigo. Por isso, foi o plano escolhido para o final do ano no Brasil.

"Nós corremos todos os anos nas Corridas Solidárias em Buenos Aires. Nosso grande prêmio seria disputar a São Silvestre", disse Adrian. "Consideramos a corrida mais tradicional do mundo", completou, bastante animado.

Para a prova, os quatro padronizaram a camisa oficial da seleção argentina. Nas costas, além do número 09, vinha a inscrição "São Silvestre ¿ São Paulo". Recebidos com festa na Avenida Paulista, os quatro posaram diversas vezes para fotos e conversaram com um ciclista - brasileiro - que também vestia a camisa da Argentina.

Mesmo com o calor paulistano, os portenhos fizeram questão de elogiar a prova, mas sem lembrar o passado de glórias do país na corrida. "Suarez ainda ganhou três vezes", lembrou Eduardo Pace, 75 anos, resgatando as vitórias do compatriota Osvaldo Suarez em 1958, 1959 e 1960.

Mas o quarteto de Buenos Aires não foi a única presença estrangeira na São Silvestre de 2009. Há dez anos morando no Brasil, o publicitário boliviano Juan Baldelomar, 35 anos, disputava a corrida pela terceira vez. A meta de "Juanito", que correu com uma bandeira de seu país na camisa, era cruzar a linha de chegada em 1h05min.

"Estamos tentando fazer o melhor tempo possível, já que passei um tempo parado", disse Baldelomar, natural de Santa Cruz de la Sierra e morador de Ribeirão Preto, onde corre. "O português, eu já quase domino. Mas tenho as origens. Sou publicitário. Fizeram uma oferta para eu vir trabalhar aqui e acabei ficando."

Redação Terra