Campeão em 2006, Caldeira decepciona e é só 23º
Foto: Reinaldo Marques/Terra
Depois de se apresentar como o único brasileiro capaz de combater os quenianos, Franck Caldeira terminou a São Silvestre apenas na 23ª colocação. Diante do fiasco na prova deste domingo, o último brasileiro a ganhar a corrida pediu paciência e lembrou o triunfo de 2006.
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"A hora certa vai chegar. Mais uma vez, o (queniano) James (Kipsang) foi imbatível e mostrou sua potência. Mas a São Silvestre é uma prova difícil, tem que ter paciência. A prova foi complicada e os africanos conseguiram se superar. É mais uma hora de reflexão e de trabalhar mais", disse o atleta.
Pelo segundo ano consecutivo, a prova masculina da São Silvestre terminou sem brasileiros no pódio. Os três primeiros colocados da disputa foram quenianos e dois corredores colombianos completaram o grupo dos cinco mais bem colocados da corrida.
Técnico da equipe de atletismo do Cruzeiro, Alexandre Minardi chegou a prever a vitória de Franck Caldeira. Após ver seu pupilo fora do grupo dos 20 primeiros colocados, ele lamentou.
"O Franck treinou muito bem em Campos do Jordão e eu estava depositando uma fé tremenda nele. Ele fez um aquecimento aqui que eu pensei: "ganhou a prova". Mas infelizmente não se sentiu bem no 10º quilômetro e travou", disse.
O treinador criticou a performance de seus atletas e prometeu priorizar a prova em 2009. "A colocação do pessoal do Cruzeiro foi horrível. Em 2010, vamos procurar um lugar bacana para o Franck treinar a partir de julho focado na São Silvestre".
"Temos grandes atletas do Brasil que nunca conseguiram esse feito de vencer a São Silvestre. Pelo menos, eu já tive a oportunidade de subir nesse pódio. Acho que para voltar a ser campeão, tem que fazer um trabalho consciente", declarou o atleta do Cruzeiro.
O melhor brasileiro na São Silvestre de 2009 foi o brasileiro Clodoaldo Gomes, que chegou na oitava colocação com o tempo de 46min40s. Companheiro de Caldeira no Cruzeiro, Giomar Pereira da Silva chegou a ser cotado, mas terminou no 42º lugar (49min20s).
"Eu estava bem até o quilômetro seis. Alguns atletas de alto nível da África também não conseguiram acompanhar. Quando os caras correm rápido demais, é difícil. Quando eles seguram, o clima não ajuda. Não é fácil. Se fosse fácil, a gente ganharia todo dia. Na São Silvestre, você tem que estar muito rápido", concluiu Caldeira.
- Gazeta Esportiva
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