Vitórias como a de James Kipsang em 2008 (foto) preocupam CBAt, mas não os atletas
Foto: Marcelo Pereira/Terra
O pódio masculino da São Silvestre de 2009 repetiu um cenário que já havia se constatado em 2008: cinco estrangeiros, nenhum brasileiro. Entre as mulheres, a constatação foi pior que o do ano anterior, mas ainda superior ao masculino: três brasileiras no pódio deste ano, contra quatro da edição de 2008.
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O resultado, porém, não incomoda os corredores locais. Melhor brasileiro entre os homens com a oitava colocação, Clodoaldo Gomes da Silva rechaçou o regulamento aprovado no começo do ano pela CBAt, que restringe a apenas três os número de atletas por país de fora que podem competir no Brasil - exceção feita exatamente à São Silvestre.
"Não tem que diminuir nada. Vamos lá fora e ganhamos deles, e eles vêm para cá e ganham da gente. É natural, não tem que proibir nada da vinda deles", afirmou Clodoaldo, após completar a prova com o tempo de 46min40s. O queniano James Kipsang, vencedor da corrida, cruzou a linha de chegada exatos dois minutos antes.
Na categoria feminina, que "salvou a pátria" no pódio, o sentimento era semelhante. "Não posso fazer nada. A quantidade que vier, que venha. Só posso treinar, como estou fazendo", disse Marily dos Santos, terceira colocada e melhor atleta do país no ano.
Com seu costumeiro bom humor, Marily aproveitou para alfinetar o desempenho dos compatriotas nas duas últimas edições da corrida. "O masculino tem que fazer a parte dele. A gente está fazendo a nossa parte", afirmou a fundista. Torço muito para o masculino. Infelizmente, o feminino está mais forte nos últimos anos", completou.
Apesar das seis vitórias africanas nos três últimos anos da São Silvestre, a atleta descartou qualquer rivalidade com os representantes estrangeiros em São Paulo. "Não acho rivalidade nenhuma. Acho é que o Quênia tem é que respeitar o Brasil", declarou. "Eles são fortes, mas não são imbatíveis. Treinando, dá pra chegar."
- Especial para Terra
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