Quenianas como Pasalia Chepkorir (foto) não são "bicho de sete cabeças", garantiu Cruz Nonata
Foto: Lancepress!
Depois de cinco anos, finalmente veio o pódio. Apesar de ter ficado longe da vitória, o sorriso no rosto da piauiense Cruz Nonata da Silva deixava claro que um pódio na São Silvestre é suficiente para fazer mais feliz o Reveillón de um atleta.
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"No ano passado, cheguei em sexto, pois perdi o pódio por um pouquinho no final. Meu objetivo agora era aguentar no pelotão dianteiro até o fim e aí então decidir a prova. Que bom que deu certo", comentou a atleta.
Cruz é irmã de Raimundo Nonato, melhor brasileiro da edição 2008 da São Silvestre - na ocasião, ele terminou a prova com a oitava colocação. "Comecei a correr por incentivo de meus irmãos", contou a fundista, que começou a carreira com 30 anos, após ter sido jogadora de futebol. "Não foi tarde, porque estou conseguindo cada vez mais bons resultados", assegurou.
A atleta lamentou apenas não ter conseguido acompanhar o forte ritmo das outras competidores. "Queria ter brigado até o final, mas no quilômetro oito elas se distaciaram um pouco, apesar de eu ainda poder ver todo mundo. A partir daí as estrangeiras abriram. No quilômetro seguinte também as brasileiras foram à frente e perdi o contato por um tempo. No quilômetro dez eu resolvi que tinha de ir buscar o pódio", afirmou.
Ao contrário das principais fundistas brasileiras, Cruz Nonata pode contar com o apoio de um clube (BM&F) e atribui a isso a evolução ao longo do tempo. "Faço menos provas porque meu técnico prefere focar algumas. Então, enquanto a maioria se desgasta fazendo Circuito Brasileiro, eu não vou", explicou.
"As meninas (estrangeiras) vêm surpreendendo, mas não são bichos de sete cabeças. Através de trabalho, que a gente pode chegar lá. Falta um pouco de coragem e determinação, porque raça as brasileiras tem de monte", finalizou.
- Gazeta Esportiva
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