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 Irmã de melhor brasileiro de 2008, Cruz Nonata festeja pódio
31 de dezembro de 2009 21h01 atualizado às 21h18

Quenianas como Pasalia Chepkorir (foto) não são bicho de sete cabeças, garantiu Cruz Nonata. Foto: Lancepress!

Quenianas como Pasalia Chepkorir (foto) não são "bicho de sete cabeças", garantiu Cruz Nonata
Foto: Lancepress!

Depois de cinco anos, finalmente veio o pódio. Apesar de ter ficado longe da vitória, o sorriso no rosto da piauiense Cruz Nonata da Silva deixava claro que um pódio na São Silvestre é suficiente para fazer mais feliz o Reveillón de um atleta.

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"No ano passado, cheguei em sexto, pois perdi o pódio por um pouquinho no final. Meu objetivo agora era aguentar no pelotão dianteiro até o fim e aí então decidir a prova. Que bom que deu certo", comentou a atleta.

Cruz é irmã de Raimundo Nonato, melhor brasileiro da edição 2008 da São Silvestre - na ocasião, ele terminou a prova com a oitava colocação. "Comecei a correr por incentivo de meus irmãos", contou a fundista, que começou a carreira com 30 anos, após ter sido jogadora de futebol. "Não foi tarde, porque estou conseguindo cada vez mais bons resultados", assegurou.

A atleta lamentou apenas não ter conseguido acompanhar o forte ritmo das outras competidores. "Queria ter brigado até o final, mas no quilômetro oito elas se distaciaram um pouco, apesar de eu ainda poder ver todo mundo. A partir daí as estrangeiras abriram. No quilômetro seguinte também as brasileiras foram à frente e perdi o contato por um tempo. No quilômetro dez eu resolvi que tinha de ir buscar o pódio", afirmou.

Ao contrário das principais fundistas brasileiras, Cruz Nonata pode contar com o apoio de um clube (BM&F) e atribui a isso a evolução ao longo do tempo. "Faço menos provas porque meu técnico prefere focar algumas. Então, enquanto a maioria se desgasta fazendo Circuito Brasileiro, eu não vou", explicou.

"As meninas (estrangeiras) vêm surpreendendo, mas não são bichos de sete cabeças. Através de trabalho, que a gente pode chegar lá. Falta um pouco de coragem e determinação, porque raça as brasileiras tem de monte", finalizou.

Gazeta Esportiva