inclusão de arquivo javascript

Esportes

 
 

Copa Africana não será cancelada, diz confederação

08 de janeiro de 2010 18h52 atualizado às 20h27

Obilalé, goleiro da seleção de Togo, foi um dos feridos. Foto: Getty Images

Obilalé, goleiro da seleção de Togo, foi um dos feridos
Foto: Getty Images

A Confederação Africana de Futebol (CAF) garantiu que a Copa Africana de Nações não será cancelada. Nesta sexta-feira, a delegação de Togo foi surpreendida por um ataque de metralhadora durante a viagem que fazia para Angola, país-sede da competição. Os togoleses afirmaram que gostariam de boicotar a competição.

» Jogadores do Togo querem abandonar Copa Africana
» City informa que togolês Adebayor não está ferido
» Togoleses apontam feridos e relatam atentado: "parecia guerra"
» Ônibus da seleção do Togo é metralhado; motorista morre

De acordo com fontes do comitê de organização da Copa Africana (Cocan), os jogos do Grupo B, formado por Togo, Costa do Marfim, Gana e Burkina Faso, podem ser deslocados para Luanda. O ataque ocorreu na província de Cabinda, região rica em petróleo e foco de conflitos separatistas há mais de três décadas.

O saldo da emboscada foi um morto - o motorista que dirigia o ônibus que levava a bagagem da delegação e que estava à frente no comboio escoltado por militares - e nove pessoas feridas, incluindo jogadores e membros da comissão técnica

O ministro Antonio Bento Bembe, responsável pela região de Cabinda, disse que o ataque é um "ato de terrorismo". No entanto, Bento Bembe disse que o ataque não havia sido perpetrado pelos rebeldes da Flec (Frente para Liberação do Enclave de Cabinda).

"A Flec não existe mais, o ataque vem de certos indivíduos que querem causar problemas para gente", afirmou. Angola esperava que com a Copa Africana pudesse mostrar ao mundo que se recuperou dos problemas causados pela guerra civil.

A Flec chegou a confirmar a autoria dos disparos por meio de um comunicado oficial, mas mais tarde, ao jornal português A Bola, o ministro do petróleo do Governo das Flec, Simão Nkueka, negou a participação e culpou "marginais que agiram por conta própria".

João Baptista "Jimbi", comandante da facção separatista, confirmou que o ataque veio da Flec mas que o alvo era outro e pediu desculpas aos "irmãos togoleses".

>"O ataque foi contra a escolta militar das Forças Armadas Angolanas, não foi contra a delegação do Togo. Lamentamos a existência de feridos entre os nossos irmãos togoleses", disse à agência Lusa .

Com informações das agências Reuters, AFP e Gazeta Esportiva

Redação Terra