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 Brigas, arbitragem e visita polêmica ameaçam deixar clima quente na Ilha
20 de fevereiro de 2010 18h41

Antes do jogo, o clima quase ficou polêmico dentro e fora de campo. Uma briga ocorrida do lado de fora da Ilha do Retiro deixou pelo menos um ferido. Dentro de campo, a fraca arbitragem desagradou ambas equipes, com duas expulsões e vários cartões amarelos para os dois lados.

Antes do apito inicial, um lance inusitado ameaçou armar a polêmica no campo. De fora da partida pelo Náutico, Carlinhos Bala foi visitar os jogadores do Sport e o técnico Givanildo Oliveira nos vestiários. O diretor de futebol da equipe, Sérgio Luís, achou o momento inoportuno por conta do clássico, mas não quis transformar em problemas por na interferir na vida particular do jogador.

O jogador afirmou que não viu problema algum na situação. "O momento de ver meus amigos é esse, estou aqui no campo e se puder ver meus amigos, vou a hora que eu bem entender. Não iria amanhã no Náutico que não teria nada para fazer, mas hoje estou aqui e posso ir no vestiário, então eu fui. Posso estar nos Estados Unidos e ir no vestiário da Inglaterra que isso não tem problema nenhum", afirmou Bala.

Durante o jogo, o clima nas arquibancadas não foi o mais tranqüilo possível. Uma senhora idosa teve uma queda de pressão e precisou ser atendida. Além dela, ainda na rua, um homem levou uma pedrada, e foi levado ao pronto-socorro do estádio da Ilha do Retiro.

Já dentro de campo, o jogo foi bastante aceso, mas felizmente apenas com a bola rolando. O Sport e o Náutico ainda tiveram jogadores expulsos - Ciro e Diego Bispo, respectivamente - mas a bola rolou tranquilamente apesar destes lances e o jogo ficou empatado por 1 a 1, resultado justo para os jogadores do Náutico, mas injusto para o time do Sport.

Zé Antonio, do Leão, não gostou do resultado. "Foi um resultado injusto, pelo que todos viram o Sport produziu muito mais, mas não conseguiu concluir em gol. Jogamos muito mais que o Náutico, mas o resultado não foi justo", afirmou.

Já Derley, discordou do rival, achando que o jogo ficou de bom tamanho. "Estávamos errando os passes e em uma falha saímos atrás do placar, mas conseguimos o empate que foi um resultado justo pelo que ambas equipes produziram. A arbitragem foi muito fraca, eu nunca falo disso, mas o árbitro deveria ter sido escolhido de acordo com o tamanho do jogo, que é um Sport x Náutico", reclamou o jogador do Timbu.

O técnico Givanildo Oliveira avaliou o resultado como normal, apesar do Náutico se defender mais que o comum. "O que aconteceu é que foi um clássico. O Náutico é o Náutico, não existe favoritismo. Nós tivemos a maior parte da posse de bola, no primeiro tempo o Magrão não fez uma só defesa, mas conseguimos o empate apenas", afirmou o treinador, que mudou de tom ao definir em uma palavra a arbitragem: "Horrível".

O treinador do Leão ainda ficou incomodado com a insistência dos repórteres quanto ao resultado do jogo, em que o Sport foi muito melhor, mas não conseguiu traduzir as chances em gol. "Não sei porque estão achando que deveríamos golear, este é um clássico. Estão achando que aqui só tem Pelé?", bradou Givanildo, que foi severamente questionado pelo empate. "Se o treinador deles foi mais ousado, por que não ganhou de quatro ou cinco gols?", completou o comandante.

Gazeta Esportiva