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Os velocistas gregos Costas Kenteris e Katerina Thanou foram acusados formalmente pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) por não realizarem exames antidoping antes das Olimpíadas de Atenas.
O ex-técnico dos atletas, Christos Tzekos, também foi acusado de distribuir substâncias proibidas e de se infiltrar no processo de controle de doping.
Um comunicado no site da Iaaf afirma que a Comissão de Verificação de Doping da entidade conduziu extensas investigações e concluiu que existem evidências de que os três cometeram violações.
"Procedimentos disciplinares agora serão iniciados, em concordância com procedimentos padrão estipulados nas regras da Iaaf", informa o comunicado.
Promotores gregos também acusaram os velocistas no último mês por terem obstruído o trabalho de profissionais responsáveis pelos exames.
Eles não compareceram em testes agendados em Chicago e Tel Aviv, pouco antes do início dos Jogos, e em Atenas, na véspera da abertura das Olimpíadas.
A dupla também é acusada de armar um acidente de moto à meia-noite do dia em que teriam de realizar os exames e que os deixou durante quatro dias no hospital. Algumas autoridades do hospital foram acusadas de escreverem falsos boletins médicos.
O trio tem até 16 de dezembro para responder à Iaaf e, se as explicações forem rejeitadas, eles serão suspensos provisoriamente esperando o tribunal disciplinar da Federação Grega entrar em ação.
Os corredores podem pegar uma suspensão de até dois anos, mas, segundo regras da Iaaf, ambos podem recorrer da decisão da Federação Grega na Corte Arbitral do Esporte (CAS).
Kenteris foi o surpreendente vencedor dos 200m rasos em Sydney, há quatro anos, quando Thanou ficou com a prata nos 100m rasos.
A queda dos dois atletas, heróis nacionais depois do sucesso de Sydney, foi o maior escândalo olímpico desde que o campeão dos 100m rasos em Seul-1988, o canadense Ben Jonhson, teve um exame positivo e perdeu o ouro.
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