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Veteranos querem receber "ouro tardio" no Rio-2016

18 de março de 2010 10h00 atualizado às 12h55

Claudinei Quirino é um dos atletas que lutam pelo ouro olímpico. Foto: Onofre Vera/AgNews

Claudinei Quirino é um dos atletas que lutam pelo ouro olímpico
Foto: Onofre Vera/AgNews

Medalha de prata no revezamento 4x100m dos Jogos Olímpicos de Sidney-2000, os brasileiros André Domingos, Claudinei Quirino, Édson Luciano e Vicente Lenílson sonham herdar o ouro dos Estados Unidos desde que Tim Montgomery, membro da equipe norte-americana, confessou o uso de substâncias proibidas antes da competição.

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O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) nomeou um advogado para acompanhar o caso em dezembro de 2008. No começo deste ano, no entanto, o quarteto brasileiro resolveu agir por conta própria e contratou Sidnei Dórea para pleitear o "ouro tardio".

Caso a equipe nacional tenha sucesso em sua reivindicação, André Domingos diz que a ideia é receber as medalhas douradas nos Jogos Olímpicos de 2016 de maneira simbólica.

"Nós tivemos a frustração de não poder ouvir o hino nacional do Brasil em cima do pódio de Sidney. Tudo aquilo que a Maurren Maggi viveu em Pequim (ao ganhar o ouro no salto em distância), nós perdemos. Se essa medalha chegar, é um direito nosso pedir para o Comitê Olímpico Brasileiro fazer a entrega dentro do nosso país e ao som do hino nacional. É o mínimo que poderiam fazer por nós", disse.

André Domingos, Claudinei Quirino, Édson Luciano e Vicente Lenílson se reuniram com Sidnei Dórea pouco antes do Carnaval, em Presidente Prudente. Aconselhado pelo advogado, o grupo decidiu questionar o Comitê Olímpico Internacional (COI) de maneira formal para apurar qual é a real situação do caso.

"Queremos marcar posição e demonstrar que temos interesse no assunto, que o Brasil não abandonou o caso e que esperamos uma conclusão em um prazo razoável. O objetivo é formular uma consulta para provocar uma decisão do COI", explica Dórea.

O advogado aguarda por informações de um contato na Suíça, sede do COI, para elaborar o documento. Enquanto espera, o quarteto premiado com a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Sidney-2000 mantém contato e conversa frequentemente sobre o assunto.

"Quando fica comprovado que um atleta realmente competiu dopado, tem que punir a equipe toda, porque no revezamento ninguém corre sozinho. Ganhar a prata é bacana, mas o ouro mudaria a nossa história, principalmente no aspecto financeiro. Conseguiríamos a nossa independência financeira", lamenta Domingos.

Gazeta Esportiva