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Segunda, 6 de dezembro de 2004, 09h32  Atualizada às 10h01
Dirigente elogia brasileiro que morreu na Índia
 
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O diretor Edvaldo Coelho, do Sampaio Corrêa, time maranhense pelo qual o brasileiro que morreu em campo na Índia jogou, fez muitos elogios a Cristiano Júnior, a quem comparou ao ex-são-paulino França.

  • Vídeo: veja imagens do drama em campo
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    "Ele sempre foi um jogador muito bonzinho fora de campo, era um sujeito humilde, boa praça, foi uma tristeza receber uma notícia dessas", disse Coelho.

    O dirigente, que ia entrar em contato com a família do atleta a fim de consolá-la, afirmou que Júnior foi tentar a sorte no exterior para receber "uns trocados" e poder ajudar seus parentes no Brasil.

    Segundo ele, foi o jogador quem quis sair do Sampaio Corrêa atrás do sonho de um futuro melhor. "O futebol maranhense revela bons jogadores, mas os times daqui não têm condições para segurá-los no Estado", comentou.

    Ainda de acordo com Coelho, quem admirava o estilo de jogar de Júnior era Isaías Tinoco, do Vasco, outro clube brasileiro que o atleta defendeu.

    "Mas lá (no Vasco) a concorrência era enorme. De qualquer jeito ele era um atacante nato, soube que vinha marcando gols na Índia, mas desconheço que tivesse algum problema de saúde."

    Sobre o choque com o goleiro rival, que segundo um amigo de Júnior que também atua na Índia foi uma agressão, Coelho preferiu não opinar.

    Disse que tinha visto o lance pela TV, mas queria analisar melhor para dar uma opinião mais ponderada.

    "Foi um choque esquisito, porque o goleiro parece que entrou com a mão no rosto dele (de Júnior), parece que deu um murro, não é? Mas não dá para saber o que foi, temos que esperar a autópsia e a investigação da polícia, não adianta um leigo como eu opinar, ainda mais de longe", completou.
     

  • Redação Terra