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Histórias Inusitadas de futebol
Quinta, 6 de janeiro de 2005, 15h52  Atualizada às 17h28
Bolas inteligentes prenunciam revolução no futebol
 
EFE
Aposentado mostra sua invenção revolucionária
Aposentado mostra sua invenção revolucionária
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Inovações em bolas de futebol estão em moda. Depois de a Fifa anunciar que testará no próximo mês uma nova tecnologia que inclui um microchip dentro da bola para solucionar as dúvidas sobre lances polêmicos, como sobre se foi gol ou não, mais uma novidade surge a respeito do assunto.

Um aposentado inventou uma bola de futebol com eixos ocos que oferece menos resistência ao ar e alcança uma distância maior.

Para o invento, o aposentado pegou uma bola de plástico vazia, fez quatro furos, inseriu tubos de borracha no seu interior e voltou a enchê-la.

O pai da invenção já patenteada, Francisco Ortiz, explicou que o ar que penetra pelos tubos "procura" os buracos e a bola "viaja em seu próprio eixo quando se chuta sem efeito", o que comprovou com um sistema de setas desenhadas na superfície da bola.

"Mais precisão, melhor quique e mais facilidade na hora de pôr direção" na bola completam a lista de vantagens do experimento de Ortiz e seu filho, afirmou o inventor, que disse que a invenção "é aplicável a uma bola com as dimensões, peso e material de uma de futebol oficial".

Uma ligação une os dois tubos no centro da bola, detalhou o inventor, admitindo que o protótipo é "um pouco rústico", embora seja válido para demonstrar sua teoria de que sua bola oferece menos resistência ao vento e alcança assim uma distância maior.

Os quatro buracos da bola - de cinco milímetros de diâmetro cada um - são tapados por uma tela metálica, semelhante à de um mosquiteiro. A tela não machuca quando entra em contato com a cabeça, por exemplo, e seu pequeno tamanho impede que objetos entupam seus furos.

Ortiz admitiu que o protótipo pode ser melhorado com uma comunicação mais eficientes entre os tubos e um aumento da pressão da bola.

Não é a primeira vez que Ortiz, 58 anos, ganha fama por causa de uma invenção para o futebol.

"Já saí na televisão quando construí um gol com um plano inclinado para baixo atrás da linha, o que evitaria os 'gols fantasma'", disse Ortiz, que alega ter inventado também um spray para o árbitro marcar o posicionamento da barreira nas cobranças de falta, semelhante ao que já é usado no Brasil.


 

EFE

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